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[LongFic] Direct One

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1  

Ponygonavatar
Membro


Ver perfil do usuário http://digimonreencontro.forumeiros.com/
em Sex Ago 25, 2017 3:41 pm

Ficha da FanFic:
Spoiler:

Título: Direct One
Autor(es): Ponygon
Gênero(s): ação, aventura, etc: Ação, Romance, Mistério, Sobrenatural, Ficção.
Estilo: Longfic
Classificação: L, 10+, 12+, 14+: 16+
Situação: Em andamento
Notas do autor: opcional
Sinopse: Hazel é um garoto que sempre foi distanciado das pessoas e sofreu bullyng, e esta característica se agrava ainda mais devido a um trauma que aconteceu no passado, anda sempre perdido em sua própria mente. Um dia qualquer encontra uma pedra estranha que tinha visto em seu sonho, a partir daí sua vida muda por completo.

Ficha de inscrição:
Spoiler:

Nome:
Idade:
História:
Personalidade:
Aparência (Roupas, cabelos, etc):
Habilidade:
Arma:

Personagens:
Spoiler:

Será adicionado

Capítulos:
Spoiler:

Será adicionado.

Informações:
Spoiler:

Reli
Spoiler:

Todo aquele que possui uma habilidade além da habilidade comum humana obtida por meio de uma pedra misteriosa.

Organizações:

Spoiler:



Última edição por Ponygon em Qua Set 06, 2017 10:38 pm, editado 2 vez(es)


_________________

2  

marshadow2007avatar
Membro Escritor


Ver perfil do usuário
em Sex Ago 25, 2017 9:20 pm
Direct One está de volta! Aw! Quero ler de novo!
Vai postar todos os eps do começo? Ou iniciar uma nova temporada?


_________________

3  

savitaravatar
Administrador


Ver perfil do usuário
em Sab Ago 26, 2017 1:22 am
Tentarei ler a fanfic. Aguardo ansioso.


_________________
Trainer Card
Spoiler:

4  

Ponygonavatar
Membro


Ver perfil do usuário http://digimonreencontro.forumeiros.com/
em Qua Set 06, 2017 10:33 pm
Chapter 0

Spoiler:

Caminhando lentamente me dirijo à minha escola, 2º ano do ensino médio. Quanto mais atrasado eu chegar lá melhor, eu odeio aquela porcaria! Todos os dias caminho sozinho até onde estudo. Logo ao chegar entro na sala de aula, fico totalmente atento ao professor e ao quadro, meus colegas estavam bagunçando, pareciam crianças, todos estavam conversando e atrapalhando o professor, menos eu, apesar de que ninguém conversava comigo.
- Parem a bagunça e abram o livro de matemática na página 142.
Horas se passam, já era hora do intervalo, sento-me em meu banco favorito, ele se encontra bem isolado, ninguém senta lá, ou seja, é perfeito.
Coloco meus fones e começo a escutar minhas musicas favoritas enquanto como minha comida favorita, tartelete de leite condensado.
Gosto de fazer isso todos os dias, especialmente por não ter nada melhor para fazer.
Passam-se alguns minutos o agudo som do sinal toca, retornam todos, inclusive eu para a sala.
Após aulas e mais aulas eu já me encontrava com a mente exausta, o sinal é tocado novamente, era hora de ir para casa.
Apronto minha mochila e saio com pressa da sala, mas logo na saída da instituição Joey me esperava.
Joey é o valentão da escola, ele sempre gosta de implicar com caras mais fracos, para conseguir dinheiro ou somente por diversão, e eu sou sempre o alvo perfeito, mas dessa vez será diferente
- Fala ae pivete, tem algum dinheiro contigo? É hora do pagamento.
- N- Não! D-De-Dessa vez será diferente, você não vai mais me roubar ou tirar sarro de mim!
Fecho meu punho com força e soco o rosto dele, bem, era o que deveria acontecer, mas ele segura minha mão como se tivesse aparado uma bola de papel, me puxa pelo braço e me golpeia com um chute no tórax que me arremessou longe e deixou sem ar por alguns segundos.
- Sorte a sua que hoje estou com pressa, esse foi só de aviso, espero que agora você se ponha em seu devido lugar!
- ...
Joey vai embora, levanto-me com certa dificuldade e sigo caminho para meu apartamento, agora sei que não devo enfrenta-lo novamente, devo me conformar com suas exigências.
Chegando em casa acendo as luzes, sento no chão e passo alguns minutos chorando, pouco tempo depois enxugo meu rosto e passo o restante da noite jogando em meu console até a hora de dormir.
Dia seguinte, um caminho longo até o colégio, ao chegar avisto Joey, desta vez sua atenção não era para mim, e sim ameaçava outro garoto, aparentemente um novato transferido...
- Passa logo o dinheiro, não tenho muito tempo!
- Desculpa! Não tenho dinheiro comigo, tenho que ir pra aula!
- Então vejo que não aprendeu como funcionam as coisas por aqui, vamos estabelecer a punição por não cumprir com meu pagamento diário.
- Ei, Joey! Deixe-o em paz! Eu te dou o dinheiro!
Exclamei eu enquanto entregava a quantia ao valentão...
- Hmmm... Essa quantia paga a sua e a dele, podem ir...
Abaixo a cabeça enquanto acompanho o garoto até o pavilhão de aulas;
- Foi mal aí pelo Joey, ele é um pé no saco, ele não te machucou não foi?
- Err... Não...
- Hmmm... Chamo-me Hazel, qual seria o seu nome?
- Sou Eyck, prazer!
Fala o garoto em um tom de voz tão baixo que quase sumia, provavelmente ainda estava assustado. Após um tempo de bate-papo pelo caminho chegamos até o pavilhão e por coincidência ele se encontrava na mesma sala que eu, dessa vez tenho que admitir que fiquei conversando com ele durante a aula, saindo da sala fomos para o pátio, compartilhamos as músicas que escutávamos e pouco a pouco com o passar dos dias nossa amizade foi se formando, em um dia qualquer estávamos andando e conversando pela escola...
- E então Eyck, já assistiu Dragon Ball?
- Não, o que é isso?
- Nossa cara, é somente um clássico dos animes, assiste! Você vai gostar!
- Certo, vou assistir...
- ...
- ...
- ...
- Hazel...
- Que foi?
- Alguma vez você já pensou em se matar? Um dia desses eu tentei...
Neste momento paro de caminhar e fico estático observando Eyck que havia falado aquilo com total naturalidade, fecho meu punho com força e soco o rosto dele;
- Porque fez isso Hazel?
- Isso é conversa que se diga? Eu não vou me matar, muito menos você! Tem alguma coisa te incomodando?
- ...
Eyck não responde nada, fico com raiva e sigo para a sala sozinho, minutos depois o professor chega na sala e a aula começa. Horas depois já estava no fim da última aula do dia, mas eu não tinha percebido o detalhe de que Eyck não estava na sala esse tempo todo, ao tocar  do sinal encontro ele junto de Joey, ele parecia ter apanhado, não somente eu, mas toda a sala viu aquela cena, mas todos ignoraram, fico enfurecido...
- Ei seu bando de imbecis! Vão somente ignorar essa situação e seguir para suas casas?
- Isso não é problema meu...
- Não posso fazer nada, se quiser algo faça você mesmo...
- Não me importo...
- Não liguem pessoal, não passa de um babaca defendendo o outro...
Corro até a diretoria, chamo o diretor para tomar controle da situação, infelizmente quando chego nem Joey nem Eyck estavam mais lá, ninguém se ofereceu como testemunha, desculpo-me e sigo para casa com remorso. No dia seguinte encontro Eyck no caminho, então eu pergunto:
- Desde quando ele te bate?
- Ahn? Como assim?
- Não se faça de idiota! Falo de Joey!
- Desde o primeiro dia...
Fala Eyck com a cabeça baixa...
- Grr... Mesmo depois de tudo ele não te deixa em paz?
- Melhor não tentar nada Hazel! Eu estou bem!
- Não, não está! Eu vou resolver isso hoje!
No final do dia espero Joey na portaria com um pedaço de madeira do tamanho de um taco de baseball, ele aparece enfurecido, acho que pelo fato de alguém que ele acha insignificante estar o desafiando, ele vem chegando cada vez mais perto...
- Então você gosta de bater nos mais fracos não é? Porque não enfrenta um cara de seu nível?
- Desde quando... Você está no meu nível?!!!
Exclama Joey enquanto utiliza somente uma mão para me segurar pela cabeça e colidir ela contra a parede da escola, sem nem mesmo tempo de revidar, em seguida de um soco no estômago que me faz vomitar, em seguida segura Eyck pela cabeça e o arrasta, tento impedir segurando-o pela perna, mas o mesmo me defere um chute o que me faz ficar inerte ao mesmo tempo em que via Joey carregando meu amigo, tentava levantar, mas meu corpo trêmulo não respondia, o medo me impediu mentalmente de levantar, aos poucos pessoas faziam um círculo ao meu redor e me observavam, mas nada faziam. Passam-se alguns minutos, meu corpo parecia até que estava flutuando, não sentia mais o chão, até que recordei da realidade, e Eyck? Levanto-me rapidamente e corro até a direção onde o vi sendo levado, no caminho eu o encontro, estava completamente acabado, Joey o empurra em minha direção...
- Viram? Isso o que acontece com quem me desafia!
- ...
Eyck cuspia uma água levemente avermelhada, aparentemente misturada com seu sangue, apoio ele em meu ombro e o levo até a casa dele, explico tudo aos pais dele e vou para casa, ainda que extremamente preocupado... No dia seguinte acordo com minha mãe me chamando, era uma ligação dos pais de Eyck, ele havia se enforcado durante a noite, a polícia havia investigado, alguém delatou Joey e o mesmo foi preso, não me informaram detalhes sobre a punição, começo a chorar e gritar descontroladamente. Depois de tudo penso: As pessoas só fizeram algo quando as coisas aconteceram, se tivessem feito antes tudo poderia ser evitado, mas também sou culpado por ser incapaz, poderia ter feito mais por meu único amigo...
Depois do acontecido fiquei traumatizado, era muito apegado à Eyck, desenvolvi dificuldade para falar normalmente com as pessoas, sempre gaguejava, e sempre me sentia reprimido e isolado...

Continua...

Chapter 1

Spoiler:

 “15/07/2016, algo entre 22h00min e 23h00min”.
Comprei esse jogo há pouco tempo e já vou zerar pela quarta vez, isso já virou cansativo, claramente me encontro com muita falta do que fazer. De repente me vem à cabeça realizar todas as atividades e trabalhos acumulados da faculdade, recordo-me bem da gigantesca lista de tarefas e desisto sem pensar duas vezes pelo motivo do qual as pessoas denominam preguiça, simplesmente isso. Decido mesmo é desligar o console, deitar pelo chão e começar a pensar nos problemas, lembrar-me do quão solitário é morar sozinho em um apartamento, não ter amigos, os quais eu não posso convidar para vir e muito menos uma namorada, além do fato de me encontrar bem distante de meus pais, isolado e sozinho, uma vida bem mais sem graça que a maioria das pessoas, não consigo erguer a cabeça de forma alguma para mudar esse quadro, as pessoas acabam por não gostarem de mim, e quanto a mim, tenho sentimento recíproco. Ah! Leva em conta também o fato de que sou bastante desastrado para tudo, não possuo coordenação motora e como resultado também sou péssimo em esportes, tenho notas baixas entre vários outros fatores, resumindo, sou um completo inútil, o que muitas vezes me deixa invisível para todos, daí começo a me perder em pensamentos, como agora...
... Certamente se eu continuar pensando demais nesse tipo de coisa vou acabar ficando mais pra baixo do que já estou, não sei mesmo porque comecei a lembrar destas coisas, já que o quadro se encontra irreversível. O correto agora seria dormir, amanhã começa a rotina novamente, os dias prolongados e repetitivos. Levanto do chão e caminho até a cama, fecho os olhos e minha mente começa a relaxar lentamente até adormecer.
Ao abrir os olhos vejo um amplo terreno, vazio e vasto ao mesmo tempo, não, espere! Tem algo se movendo no centro daquele campo!  Vou até lá para ver o que é, mas não passa de uma esfera cinza flutuante bastante estranha, não aparentava ser algum metal, plástico, parecia mais alguma coisa... Digamos... Orgânica! O mais estranho de tudo é que não consigo sentir nada de anormal naquilo por mais bizarro que fosse. Sinto uma pulsação forte, como se estivesse me chamando e aos poucos aproximo minha mão daquela coisa visando toca-la, ela também vem se aproximando de mim, até que finalmente chega o momento em que nos encostamos, logo começa a brilhar intensamente e meus olhos são cobertos por uma forte luz, que acaba me cegando, abro os olhos e vejo a claridade do amanhecer. Surpresa! Tudo não passou de um sonho bastante imponderável, deixo isso para lá, me visto a vou para a tão tediosa faculdade na qual frequento, mais um dia chato!
Durante a aula começo a olhar pela janela e novamente me perder na minha própria mente. E sem nem perceber começo a lembrar de meu sonho, geralmente alguns acreditam que sonhos podem ter significados, certamente não acredito nisso, mas foi bem real aquela sensação, parecia que estava me chamando... Ainda sinto um pouco isso, de alguma forma...
Sou interrompido brevemente por uma garota desconhecida, a mesma fala comigo, perguntava meu nome, se encontrava com o fardamento do local onde eu estudava. Bastante linda, delicada, apresentava lábios finos, pele clara, cabelos lisos e negros que se estendiam até os seus ombros, rosto angelical, olhar penetrante e meigo simultaneamente, ou seja, um desastre para alguém tímido como eu, sem mais delongas, sou obrigado a interagir.
– De onde você surgiu?
Idiota! Idiota! Idiota! Não é do tipo de coisa que se diga pra alguém assim! Principalmente pra uma garota! Por sinal alguém no fundo da sala responde à minha pergunta;
– Seu retardado! O professor falou agora a pouco sobre ela, é aluna nova! E o mínimo que você deveria fazer era demonstrar simpatia, para que ela se sinta agradável no nosso ambiente escolar!
Apesar das ofensas, era verdade o que ele disse, devo ser mais educado. Apesar de tudo ela ainda me responde com um sorriso no rosto, sim, um sorriso demasiadamente encantador;
– Vim de um Campus próximo, sou transferida, é um prazer conhece-lo, mas ainda não sei seu nome, gostaria de conhece-lo melhor, poderíamos ser amigos.
De certa forma parecia que ela tinha se cativado por mim, mas porque um cara que nem eu? Ta aí a prova que tem gosto pra tudo!  Decido responder, ela se aproximava cada vez mais de mim;
– O – o - olá, p-prazer em conhecê-la! Meu nome é Ha – Ha – Hazel!
Ela dá uma risada, de alguma forma ela se sente confortável em falar comigo, já eu me sinto extremamente tímido e nervoso, nunca ninguém puxou assunto comigo antes, principalmente uma garota tão bonita, o professor retoma a aula, logo fico mais aliviado já que assim ela retorna ao seu lugar, nem tinha me dado conta que estava tremendo um pouco e completamente vermelho, mais um pouco e começaria a ter calafrios, apesar de tudo fico curioso para saber sobre ela, talvez seja a primeira vez que me interesso em saber sobre alguém desta maneira, nem tanto interesses românticos, mas me parece uma pessoa bastante interessante.
Hora do intervalo! Quero encontra-la logo! Sigo para o pátio do colégio, lá está a tal garota, rodeada de pessoas, percebo que é bem popular, certamente fica bem clara a diferença de níveis entre eu e ela, então decido conversar outra hora, me viro e sigo o caminho de volta, me pergunto como eu teria chegado a essa situação de vida, como eu havia acabado, como alguns dizem, no fundo do poço... O primeiro fato é que sou uma pessoa bem ingênua, por isso se aproveitam de mim, já me gera revolta de minha parte e certo afastamento. Quando estou necessitado nem mesmo uma mão surge para me ajudar, ninguém se importou se estou feliz ou triste, caso esteja para baixo a única coisa que fazem questão é de pisar em mim mais ainda. Além de tudo andar com pessoas assim como eu, que não é popular faz com que se afastem, já que seguindo por lógica se forem meus amigos, acabarão tão isoladas quanto eu, então acabam tendo certo receio até mesmo de falar comigo. Hoje em dia as pessoas odeiam pessoas como eu, elas desistiram da amizade, amor, companheirismo, tudo o que existe ao redor se trata somente de alimentar seu álter ego e talvez para ela eu seja só mais um dentro de tantos, só mais um na lista de “amigos” pessoal! Ou talvez pior! Com certeza ela quer se aproveitar de mim! É a única explicação lógica! Acho que fiz papel de trouxa mais uma vez, melhor esquecê-la de uma vez! Gotas de lágrimas caem no chão, percebo que são minhas, decido me afastar mais do local do colégio, preciso de um tempo sozinho para pensar, atravesso então o portão, observo a rua... Tão vazia, talvez como meu coração em grande parte do tempo, vazio e deserto, caminho sem rumo em um deserto imundo, passo a passo a tristeza no coração aumenta, não exatamente por causa da garota, mas começo a sentir raiva de mim mesmo, penso se um dia essa dor irá sumir, ainda assim me recuso a deixar de ser eu mesmo, caso deixe esse princípio de lado, para mim, seria a mesma sensação de colocar minha cabeça perante a uma guilhotina, ou seja, por dentro, eu estaria morto.
Enquanto caminho, penso... Gostaria que em certo momento tudo mudasse de repente, talvez eu visse um mundo à parte em que eu não fosse tão sozinho e que houvesse pessoas que não... Que não fossem tão idiotas! O ser humano hoje faz de tudo para serem aceitos em grupos de sociedade sem nem mesmo observar o que estão se tornando, prefiro meu estado atual a ter esse tipo de atitude, para meu azar não tem ninguém assim no local onde estudo e sou sempre visto com maus olhos, não preciso de mudanças, mas sim encontrar alguém que me aceite como sou... Uh! Espere! Perdi-me agora tanto em meus pensamentos quanto na direção! Não tenho a mínima ideia de onde estou!  Muita hora nessa calma é só usar o GPS! Pego o celular e para minha felicidade... Sem bateria! O local parece estar completamente abandonado, como sou azarado! Tento voltar, mas ali não reconheço lugar algum até que me deparo com uma esquina, decido virar à esquerda, ouço barulhos de passos, de repente faço a pergunta mais clichê de todas nesse tipo de situação;
 – Quem está aí?
A mesma garota de antes surge em um beco próximo;
- Para onde você está indo?
- Nem mesmo eu sei, seguindo somente... Um caminho qualquer... Porque me seguiu?
- Vi você no intervalo, esta chorando. Não podia deixar você daquele jeito, mas também fiquei curiosa para saber aonde você ia, talvez até pudesse ajudar em algo. Creio eu que se soubesse que eu estava te seguindo nem me deixaria vir.
De certa forma pareciam palavras verdadeiras, acabo ficando triste, de certa forma ela só teve pena de mim mesmo, começo a sentir a mesma coisa, isto é, pena de mim mesmo, mas ergo a cabeça, mascaro meus sentimentos naquele momento e esclareço a situação atual;
 – Err... Admiro suas considerações, mas nem mesmo eu sei onde estou no momento!
 - Não me diga que nos perdemos!?
Ela parece meio assustada, digo que encontraremos “alguém” e perguntaremos a esse “alguém” como voltar, é só ter paciência, mas a rua praticamente deserta não ajuda nem um pouco, andando mais em frente encontro uma rua um tanto quanto larga, e no final um terreno baldio, vasto e vazio, não pode ser! É idêntico ao meu sonho! Impressiono-me por alguns minutos e fico parado igual a um esquisitão;
- O que você está fazendo parado aí? Não íamos procurar uma maneira de voltar?
 – Eu sonhei com esse local! Foi um sonho estranho! Havia uma esfera cinza no centro, mas aqui não tem nada, está realmente vazio!
- Hã?
Ela parece não entender nem um pouco do que estou falando (Mas que óbvio), deve achar que sou maluco, deixo para lá a história do sonho, no momento tão vago e calmo (E na falta do que fazer) aproveito a oportunidade para perguntar o nome dela, já não me encontro tão nervoso perto dela quanto na sala.
- Qual o s-seu nome?
 – Chamo-me Ebony! Desculpa não ter dito antes. Não gosto muito do meu nome.
 - M-Mas é um nome lindo! Um tanto incomum, mas bonito. Desculpa eu ter sido grosso com você na sala.
- Na verdade não achei grosseria, achei meio engraçado o fato de...
A conversa é interrompida por uma forte pulsação, dessa vez não é nervoso por estar perto dela e sim a mesma pulsação do sonho. Sigo até o exato centro do local onde havia visto aquele treco se mexendo, cavo o lugar, sinto que deveria fazer isto, no entanto lá não encontro a mesma coisa que tinha visto no sonho e sim uma pedra acinzentada e brilhante, a partir do momento em que encosto no material o brilho e a cor se perdem, o objeto fica transparente, desencosto imediatamente, sua cor cinza não se restaura, neste momento aparece um senhor velho, de chapéu e bigode, que morava em uma casa próxima perguntando o porquê de eu estar cavando o terreno dele, peço desculpas e enterro novamente a pedra deixando o local quase que como novo, aproveito e pergunto para onde é o colégio e ele me indica o caminho, agradeço e me desculpo novamente. Ebony entra em minha frente, me olha nos olhos e pergunta o que estava acontecendo, certamente não havia como explicar o que ocorreu;
 – N-Não sei. S-Simplesmente a gente se perdeu e o senhor indicou o caminho de volta, só isso!
Ela fica inconformada;
– Me refiro a escavar o quintal do senhor lá atrás sem motivo aparente! Foi uma falta de respeito! Mas deixa pra lá, ele perdoou a gente, mas você é bem estranho, meio louco também!
Não tenho explicações plausíveis para o que fiz, decido ficar calado e acabando por sair como vândalo (Louco e estranho) na história, ela parece decepcionada comigo. Continuamos caminho até chegar de volta à escola, na entrada três garotos bem mais velhos, dignos de adultos, estavam parando qualquer garoto que passasse na frente dos portões para poderem roubar, Ebony se mantém atrás de mim, parece estar com medo, eles me param e pedem dinheiro, digo que não possuo, mesmo assim eles insistem, a garota tenta fazê-los me deixar em paz, mas acaba sendo empurrada e dá de cara ao chão, logo começa a chorar, fico com muita raiva, é imperdoável alguém que agride uma dama desta maneira! Sem mais delongas acabo socando o rosto de um dos garotos, nossa, eu não deveria ter feito isso, agora eles parecem bem furiosos comigo. Dois deles me seguram e arrastam até um beco perto do colégio, Ebony aparenta ter fugido, ou foi buscar ajuda, não sei, portanto fico aliviado já que ela não se encontra em perig... O terceiro cara chega com um pedaço de madeira bastante robusto e me golpeia com força na cabeça, braços e ombros por diversas vezes seguidas, aos poucos minha visão começa a falhar, finalizando com um soco no estômago forte o suficiente para me fazer vomitar sangue, após a surra os dois me soltam, lentamente minha visão fica escura, a única coisa que ouvi antes de apagar foram risadas e um aviso de que amanhã eles retornariam.
Desperto... Olho pela janela e já é noite, observo ao redor e me encontrava em uma cama de hospital, logo ao meu lado estava Ebony e meus pais que vieram de longe para me ver. Tenho uma leve certeza de que foi Ebony que ligou para eles virem, deve ter conseguido o número pelo banco de dados do colégio, não consigo nem mesmo falar no momento, a última coisa que vejo é a enfermeira avisando que acabou o horário de visitas e os três se despedindo enquanto saem pela porta, acabo por desmaiar novamente. Abro os olhos, desta vez com o sol batendo em meu rosto, já não doía quase nada, haviam colocado uma televisão no quarto, estava passando o noticiário e percebo que se passaram quase uma semana e meia após o ocorrido, eram 27/07/2016, me assusto com o tempo que fiquei desacordado, não achei que fosse chegar a tal ponto, no máximo achei que iria desacordar somente por uma tarde naquele hospital, levanto da cama e saio em direção ao corredor, o hospital estava mais agitado que o normal, bem, isso no sentido bom, os médicos estavam empolgados com algo, parecia que tinha ocorrido algo extraordinário, indago ao homem que estava passando próximo a mim o que ocorria, ele parece se assustar comigo e chama os colegas de trabalho, em questão de minutos me encontro rodeado por médicos e enfermeiras e frases como “É ele mesmo!”, “Incrível”, coisas do tipo, um deles me chama em particular para uma sala, entro, daí começa o “interrogatório”.
 – Olá garoto. Você é Hazel, certo? Chamo-me Anthony, é um prazer conhece-lo.
 - P-Prazer doutor! Qual o motivo da conversa?
Não tenho a mínima ideia do que está acontecendo;
 – Você ainda está sentindo muitas dores?
- Não, só um leve incômodo no ombro a alguns músculos levemente doloridos, e uma forte dor de cabeça.
 Ele parece se impressionar ainda mais e explica;
 – Você esteve aqui por somente doze dias, o que ocorre é que teve uma pequena rachadura no crânio, acabou deslocando ambos os ombros, sofreu hemorragia estomacal e vários hematomas, mas agora aí está você! Quase que completamente curado! E mal tínhamos começado o tratamento para sua recuperação, a única coisa anormal que ocorreu fora sua extraordinária recuperação foi que seu corpo a todo o momento precisava de alimento, arriscamos um soro mais fortificado para você e por sinal seu corpo não sofreu qualquer tipo de dano ou rejeição a ele, poderia ficar mais um pouco no hospital para estudos?
-Talvez uma outra hora.
Respondo enquanto me despeço;
- Ei! Volte aqui! Ainda está sob observação!
Ignoro e saio da sala mesmo assim, não quero passar dias e dias em uma droga de hospital! Passo rapidamente pelo corredor, pego minhas roupas que se encontravam no quarto onde eu estava (Que por sinal estavam bem sujas de sangue), visto- me e desço as escadas, vou até o apartamento onde moro já que não era muito distante, logo ao chegar olho para o relógio, eram exatamente 10hrs:34min da manhã, já não dava tempo de ir ao colégio que começava às 8, estava bastante atrasado, começo a jogar games como sempre, desta vez algumas partidas de jogos de luta, tais como Mortal Kombat, Street Fighters, etc. Ao chegar meio dia já me encontrava com mais fome que o habitual, pego algum dinheiro que tinha sobrando e vou até um restaurante, como um bife enorme que custava $25,00, momentos depois já estava satisfeito, estranhamente comi muito mais que o normal, decido retornar ao meu apartamento a pé para ajudar no processo digestivo, começo a correr para acelerar o processo e em menos de três minutos já canso, parece que ainda devo estar fraco, geralmente aguento em média uns seis minutos de corrida, desisto e vou pegar um ônibus, logo no ponto estavam lá um homem alto lendo um jornal apresentava barba estilosa não muito grande, cabelos grandes e brancos, apesar de ter cara de 30, chapéu estilo clássico de cor preta, casaco, calça e sapatos da mesma cor do chapéu e uma camisa branca com gravata, óculos de grau e ao lado um adolescente que apresentava cabelo ruivo e bagunçado,  camisa listrada vermelho e branco,  tênis branco com detalhes pretos, shorts jeans e um relógio de pulso, me encarava de certa forma, o homem abaixa o jornal e olha para mim como que desejasse algo.
- Olá Hazel! Estávamos a sua procura!
- Quem é você?!
- Isso são modos seu idiota?
 Diz o garoto que estava do lado do homem. Após a interrupção o indivíduo mais velho retorna ao assunto do qual falava.
 - Sou Vincent e esse aqui ao meu sado é o Sam. Como dizia, estávamos a sua procura, pessoas más intencionadas poderiam ter chegado antes de nós, para sua sorte você veio até a gente, você adquiriu um dom, assim como eu e Sam, mas só para ter certeza, você encontrou alguma pedra brilhosa ou algo do tipo? Eu poderia te explicar tudo!
- Sim, encontrei, mas o que isso tem haver? Refere-se a eu ter me curado rápido no hospital? Foi apenas sorte, os médicos são habilidosos!
- Chama isso de sorte? Foi rápido até demais para uma pessoa comum, além do mais até mesmo de ferimentos incuráveis sem o auxílio de cirurgia, tal como sua fratura no crânio, suponho que você teria conseguido a habilidade de aumentar sua capacidade regenerativa, assim você se cura mais rápido e de ferimentos mais críticos, mas não é uma certeza, ainda precisamos estuda-lo!
Parecia loucura, mas julgando o que aconteceu nos últimos dias, acabei introduzindo esse tipo de situação anormal no meu dia a dia, cada um que me aparece;
 – Porque deveria confiar em dois caras que acabei de conhecer?
– Simplesmente veja as notícias.
 Vincent me entrega um celular com as notícias recentes,” Hospital é atacado e explodido por terroristas”, era o hospital em que eu estava presente mais cedo lá na foto, a noticia foi postada quase que nesse instante, na descrição diz que houve dezesseis mortos encontrados, o restante ainda está para ser investigado, incluindo pacientes que acabaram envolvidos, somente quatro foram encontrados vivos até agora, mas muito feridos, relataram que dois caras entraram e explodiram o hospital, um deles dizia “Não houve nenhum ferido nessa hora, mas assustou bastante no momento, horas depois vieram cinco homens encapuzados e armados, não se pareciam nem um pouco com os que realizaram a explosão, atacaram a todos, pareciam procurar por algo, mas aparentemente não encontraram.” Se realmente aconteceu, meu Deus! Isso seria culpa minha?! Pessoas inocentes morreram por minha causa?! Não, não é verdade! É só uma coincidência, melhor ir para casa e esquecer tudo!
 – Se bem que a parte dos dois primeiros que explodiram o prédio foi um acidente, err... Ali fomos nós dois aqui, sabe, quando Sam fica irritando ele não consegue controlar seus poderes muito bem, por sorte a explosão não foi muito grande. No entanto os outros que chegaram depois... Eles sim são gente perigosa, que fizeram aquele tipo de barbárie com inocentes.
Começo a pensar que não passam de dois malucos, poderes? Habilidades? Explosões? Por sorte o ônibus já vem chegando à esquina, embarco nele deixando os dois para trás, no entanto o moço de antes ainda avisa;
– Se mudar de ideia estaremos aqui amanhã às 20hrs em ponto! Eu sei que vai!
 Ao chegar ao meu apartamento não existem vestígios que alguém morou ali, o local estava completamente bagunçado e/ou destruído, parece que haviam me procurado, não podia ficar mais ali, era muito perigoso, reúno minhas coisas, o máximo que der pra levar e quando estou quase pegando o elevador ouço um barulho de descarga, e sai do banheiro um homem não muito alto, parecia bastante jovem, nem mesmo tinha barba, deduzi que tinha pouco menos de dezoito anos, apresentando cabelos negros de tamanho médio com as pontas brancas, camisa branca com mangas compridas, uma faixa branca na testa, calças jeans e sapatênis brancos que por sinal tinha um papel higiênico grudado embaixo. Dessa forma percebe-se que um deles ainda se encontrava no local, ativo o elevador imediatamente, sem pensar duas vezes ele opta pelas escadas para me seguir, os andares vão se passando até chegar ao térreo, ele chega alguns segundos depois de alguma forma, saio rapidamente do prédio e sigo para uma esquina próxima, ele no entanto se esbarra em um senhor que passava e acaba o derrubando, foi o suficiente para eu ganhar tempo e seguir até uma carona e despista-lo, era uma mulher que dirigia, que por sinal era bastante gentil, explico a situação e após alguns minutos de decisão ela me deixa dormir no gramado do fundo de sua casa, ela não confiava em um estranho dentro de casa, bem, é melhor que nada. No dia seguinte agradeço-a, pena que não tenho nada para retribuir, pego um taxi e sigo até a escola onde estudo.
O único local que tinha restado para onde ir, e não sabia quem poderia me ajudar, talvez fosse arriscado envolver meus pais nisto, ao chegar lá os mesmos três garotos de antes, e lá está Ebony entrando pelos portões, ao entrar é barrada por eles e entrega certa quantidade de dinheiro, tento alcança-la, mas me param também;
– Hahaha! Então você voltou ein? Ela tá pagando pelos dias em que você não veio aqui!
Fala um dos garotos
– Isso aí!
Afirma o outro
 – Eu estava no hospital esse tempo, não tinha como!
– Não me venha com essa! Trouxe o dinheiro de hoje?
– Não estou com dinheiro no momento! Não disseram que ela está pagando a quantia por mim? Darei um jeito de pagar a vocês e devolver a ela o que ela perdeu, mas deixem a gente em paz por favor!
– Mesmo ela pagando pela sua quantia, sabe, precisamos de mais! Talvez também precisemos de alguns tratamentos especiais particulares dela mais tarde, se é que me entende!
 – Façam o que quiserem comigo, mas deixem-na em paz!
– Agora não adianta garoto, você me deixou muito nervoso naquele dia! Vai ter que pagar caro! Quero que você se ponha no seu lugar seu lixo!
Naquele momento, mesmo que eles fossem mais fortes, sabia que não deveria deixar isso desse jeito, pelo bem de Ebony, não quero ninguém sofrendo por minha causa, não havia nenhuma escapatória, se não resolvesse ali eles iriam fazer o que queriam comigo e pior, iriam fazer o que queriam com ela também! É ela que importa! Fico firme e aperto bem meu punho demonstrando estar furioso;
–Hmmm ficou bravinho foi? Acho que precisaremos dar outra lição, sabe? Acorda! Ponha-se no seu lugar maldito pirralho, lixos como você não tem o que dar ordens por aqui! Os fortes dominam e os fracos obedecem! Nunca ouviu isso na vida?
 Os dois garotos tentam me segurar novamente, desta vez com um movimento suave e ao mesmo tempo veloz forço os braços de ambos até estarem virados ao contrário e ouvir um estalo, pareciam ter quebrado, o que aparentava ser o líder se encontrava a minha frente, sem pensar duas vezes acerto um chute aéreo golpeando a cabeça dele contra o muro, piso no peito dele com força;
– Sabe, depois de muito tempo ela foi a primeira pessoa que foi realmente legal comigo! E se você fizer qualquer mal a ela daqui em diante eu juro que quebro cada costela que você tem, entendeu bem?
Ele acena com a cabeça indicando que sim, apresentando um olhar de dar pena. Nem mesmo eu sabia o que tinha ocorrido, nunca nem tinha brigado, nem tenho coordenação motora, geralmente em brigas eu só apanhava! Pego todo o dinheiro roubado dos bolsos dos três.  Após o ocorrido entro no colégio e prossigo para a aula como se nada tivesse ocorrido, mas e no final do dia? Para onde vou voltar? Lembro-me agora, tenho sim um local para ir, um ponto de ônibus às 20hrs, preciso me encontrar com duas pessoas, algumas coisas precisam ser esclarecidas!

Chapter 2

Spoiler:

O restante daquele dia seria longo, já que além de estar preocupado com o que me acontecerá daqui para frente também me encontro ansioso para encontrar-me com aqueles dois e entender o que ocorre, deixarei meus assuntos nas mãos deles, mesmo que sejam desconhecidos, eles são minha única opção.
Não estou com medo. Estou bastante animado! Nem mesmo eu sei o que aconteceu! Foi incrível! Aquele tipo de habilidade em luta não é minha, não sei o que aconteceu, preciso entender melhor o que ocorre!
 Antes de o sinal tocar chamo Ebony em particular, ela certamente não sabe do que se trata;
- Olá Hazel! Não tive conhecimento do seu diagnóstico, mas pelo visto não foi grave já que se encontra recuperado. Que bom que você está bem!
- Err, bem, eu acabei fraturando ou deslocando alguns ossos e sofri vários hematomas, mas minha regeneração nesse período foi fora do comum!
- Não se brinca com essas coisas! Realmente preocupei-me contigo! Podia ter sofrido isso mesmo!
Pelo visto ela não acredita no que digo (Lógico né seu idiota!), mesmo assim continuo a conversa mudando para o assunto que eu realmente queria tratar com ela, pego o dinheiro no bolso e o ofereço;
- Aqui está!
- O que é isso?
- O-o dinheiro que aqueles caras te roubaram! Estou devolvendo seu dinheiro!
- Mas como conseguiu recuperar?! Eles não vão implicar contigo futuramente? Você ligou para a polícia ou algo do tipo?
- Dei o meu jeito... Eles não vão mexer com ninguém por um bom tempo. Porque você não os denunciou para a polícia antes?
- Denunciei! Mas a polícia parece estar mais ocupada com atentados que estão ocorrendo recentemente na cidade do que com valentões de colégio, toda a força policial está trabalhando no caso, então casos mais corriqueiros assim acabaram por ficar em segundo plano. Nosso colégio tentou tomar providências, mas foi em vão, eles não pertencem à nossa instituição, só utilizavam o fardamento mesmo.
O sinal toca;
- M-melhor irmos para a aula.
Sigo para a sala junto dela, era aula de química, o professor estava se aprofundando na ligação das pontes de hidrogênio, realmente algo interessante, ainda mais quando houve a citação das poderosas bombas de hidrogênio, apesar de minhas notas não serem tão boas ainda assim tenho bastante conhecimento sobre as matérias e apresento um nível cognitivo acima da média dependendo do caso, o rendimento baixo se deve realmente por não fazer os trabalhos escolares que geralmente rendem boa parte da nota. O tempo se passa durante a aula e horas se transformam em segundos.
Durante o intervalo saio para o pátio, Ebony se encontrava rodeada de pessoas, observo ela de longe, é perceptível que ela não sorri em momento algum perto delas como quando perto de mim, mesmo assim deixo-a quieta, deve ser impressão minha, sento-me em um banco próximo, coloco os fones de ouvido e começo a ouvir algumas de minhas músicas preferidas, é o que faço para esquecer os problemas, durante o tempo que estava lá vejo uma espécie de projétil vindo em minha direção, tão rápido que é imperceptível saber o que é... Tomo um susto, logo em seguida minha mão se mexe quase que instantaneamente e bloqueia-o, observo atentamente o que eu havia bloqueado, era uma bola de futebol que tinha vindo em minha direção por acidente, novamente aconteceu algo incomum, parece que meus reflexos ficaram melhores que o comum, as coisas estão cada vez mais interessantes e bizarras.
Ao chegar no horário de almoço já me encontrava mais uma vez com mais apetite que o normal, acabo por comer bastantes alimentos compostos em massa para sacia-lo, as aulas do dia haviam terminado e logo me encontrava em um restaurante novamente já que não tinha um local específico para comer, após o término da refeição pago a conta e me retiro do estabelecimento, vou olhar as horas, no entanto o celular se encontra com a carga da bateria em 0% e não tinha onde carregar, próximo tinha um fliperama, passo uma parte da tarde jogando, olho para um relógio de parede próximo, eram 15:00 horas, então pego um ônibus e vou para uma lanchonete no centro, é minha favorita, e com isso compro também meu sanduíche preferido, com frango assado fatiado, bacon, alface, batata palha, hambúrguer, queijo cheddar, o picante molho especial (A alma do sanduíche) e por fim o pão, que satisfação esse Fast-Food! Comê-lo é como se houvesse um impacto de sabores muito profundo, você acaba sentindo na própria alma o quão gostoso ele é! Certamente isso se deve aos ingredientes de ponta e principalmente ao molho. Ao me retirar do estabelecimento observo a rua calma ao mesmo tempo em que sinto uma leve e fria brisa bater em meu rosto... Ah! Que sensação boa! Acho que era um momento realmente ótimo, mas é nesse momento em que avistei indivíduos desconhecidos vindo até mim, tentei recuar e me afastar um pouco, mas à medida em que mantenho distância mais eles chegam perto, corro até uma esquina próxima, até perceber que era na verdade um beco sem saída, acabo encurralado.
Não tinha para onde correr e sem nem perceber a única saída de lá já havia sido ocupada por esses caras, um deles começa a deformar seu próprio braço até ele ficar pastoso e amarronzado, aquilo era bizarro, mas aos poucos o membro dele se transformava literalmente em lama e vinha em minha direção, parecia que vinha me atacar, os outros homens se mantinham imóveis observando.
Não tinha para onde fugir, fico desesperado proporcionalmente a quanto aquilo está chegando perto de mim. Inesperadamente de cima do prédio próximo é arremessada uma granada que acaba por explodir o braço do que me atacava, o membro dele que havia se transformado em lama fica dilacerado e não se recompõe, eis que do mesmo lugar que veio a granada surge um indivíduo quase que completamente de branco, usando um casaco longo bem maneiro, calças simples, um sapato com detalhes pretos, um acessório braçal de cor preta, uma faixa se estendendo de seu ombro até sua cintura toda embutida de granadas, uma pequena espada dentro de uma bainha em suas costas, em suas mãos duas IMI Desert Eagle, cabelos volumosos e lisos na cor branca e um olhar de alguém que parecia subestimar seus oponentes, no entanto rapidamente este se transforma em um olhar abobalhado quando olha para mim, ele me segura pela cintura e com uma arma de gancho, parecida com aquelas que se vê em filmes, ele me leva para cima do prédio, utilizando o gancho novamente para não cair ele desce o prédio comigo pelo outro lado, nos escondemos em uma loja próxima, é possível ver eles passando pelo lado de fora da vitrine, acabamos por passar determinado tempo no local até ter a certeza de que os despistamos.
- Bem, agora vou indo, você vai ficar bem não é?
- Espero que sim, se você não tivesse aparecido eu estaria em apuros...
- ...
- ...
- Eu vou indo. Tenho um lugar para ir.
- C-certo! Adeus!
Antes de ir ele faz um “toca aqui” comigo, depois de tudo o que aconteceu ele vai e me dá um “toca aqui”! E ainda vai embora! Após isso ele utiliza seu gancho para ir até o topo de uma casa próxima e sai de telhado em telhado, saio calmamente do estabelecimento, já eram 18:30 , passamos bastante tempo nessa confusão, pego um ônibus e para o local de encontro com os dois indivíduos, chego lá um pouco cedo, então sento-me no banco e decido esperar ouvindo musicas em meu celular.
O tempo se passa, já eram 20:00 e nenhum sinal deles por perto, do nada sinto uma mão tocar meu ombro, tinha alguém atrás de mim, ao me virar percebo que era Vincent.
- Percebo que procura respostas garoto.
- Sim! Estou confuso quanto a tudo!
- Venha comigo, terá suas respostas.
- Por sinal, cadê aquele outro que estava com você?
- Ah, o Sam? Ele não quis vir, ele disse “Eu não dou a mínima para aquele cara, se quiser busca-lo vá sozinho”. Então estou aqui... Então... Vamos lá, tenho muita coisa para lhe mostrar.
Sam abre a porta de um Mustang 1969 todo preto, ambos entramos, ele dirige. Como é bonita a rua à noite, todas aquelas luzes, aquele sereno relaxante e a leve brisa que passava por cima do vidro do carro e batia em meu rosto. Após alguns minutos de viagem já se encontrávamos em uma área da cidade que é totalmente desconhecida para mim, se bem que já que não saio muito de casa grande parte da cidade é desconhecida para mim.
Chegamos então a uma gigantesca mansão em um modelo moderno. Vincent entra e eu o sigo... Ao entrar as luzes se acendem automaticamente, no início havia uma gigantesca sala de estar, ao chegarmos mais adentro passamos por quartos e mais quartos, um silêncio dominava o local e o único som perceptível era dos nossos passos, no final do corredor mais uma sala aberta e uma escada, subimos então, nesse andar havia ainda mais quartos, no final do corredor havia outra escada, no terceiro andar já não havia mais quartos, dessa vez é possível se deparar com vários aparatos tecnológicos, andamos mais um pouco e atrás da ultima porta do prédio mais uma sala ampla e quieta com somente uma mesa de escritório e uma cadeira, Sam estava lá sentado com os pés na mesa enquanto jogava em seu celular, Vincent vai até ele.
- Ei! Quantas vezes tenho que falar para não sentar em minha cadeira?
- Ah! Cala a boca seu velho inútil!
- Você não tem jeito mesmo, não respeita nem mesmo seu líder, tudo bem.
- ...
Vincent vira para mim e começa a sussurrar:
- Não se preocupe, ele não é má pessoa, é só o jeito dele de ser, e como é um adolescente é normal ser um pouco imaturo, apesar de não demonstrar, ele gosta muito de mim.
- ...
- Err... Não levo tanto jeito com jovens...
- Ei Vincent!
- Fale Hazel.
- A casa está em total silêncio e há tantos quartos, quantas pessoas moram aqui?
- Bem, isso não é bem uma casa... Está aqui é uma organização criada por mim, é um pouco recente então não tem muita gente morando.
- Quantas pessoas?
- Atualmente três, eu, Sam e Kyle.
- Somente vocês? Porque tantos quartos?
- Para abrigar os demais integrantes que quiserem ficar.
- Tipo os X-Men?
- Os X-Men são mais um instituto do que uma organização, além de serem fictícios... Aqui temos quase que o mesmo objetivo, reunir pessoas que obtiveram dons especiais e ajuda-los com seus poderes, mas também outros grupos de pessoas que planejam persuadir as pessoas para seus próprios fins, o objetivo nessa minha organização é reunir pessoas para ajuda-las com suas necessidades e combater aqueles que tentam impor seus ideais errôneos.
- E quanto a esse tal Kyle? Onde está?
- Ele é outro jovem, ele está patrulhando a cidade no momento, acho que um pouco mais jovem que você. Siga-me, vamos iniciar as pesquisas.
Vincent retorna para aquela sala tecnológica, no canto da sala uma mesa, semelhante às de hospitais, deito-me e ele retira uma amostra de sangue, corta um pouco da unha e do cabelo, após isso ele me libera;
- Prontinho, só isso, o resto eu verei no microscópio com a ajuda de Kyle, também precisarei de testes físicos, desta parte o Sam pode cuidar.
Olho para Sam brevemente ele me devolve com um olhar de quem vai acabar comigo, isso junto de um sorriso no rosto;
- Errr... Senhor... Poderíamos pular o teste físico... Sabe... Acho que a análise laboratorial será suficiente.
- Nem sempre, especialmente no seu tipo de poder.
- Isso mesmo seu imbecil, amanhã vamos iniciar isso. Que a tortura comece!
- Olhe os modos Sam!
- Err... Digo... O teste físico!
- Assim está melhor, não queremos espantar o garoto, assim nossa organização não vai crescer, o povo vai ir embora antes de conhecer. Por enquanto vou lhe explicar sobre outros grupos de pessoas como nós, pelo menos os dois que conheço.
- Certo.
- Atualmente as que conheço são Olympus e Deversio. Olympus é outra organização que busca conseguir poder sobre as pessoas, por causa de suas habilidades especiais eles se acham seres superiores, ditos para governar o país, talvez o mundo, eu não sei, não conheço todos os integrantes, bem, por enquanto não vamos entrar em detalhes.
- Interessante, e quanto ao outro?
- Oh, fala de Deversio? Bem, esse é um grupo religioso, eles acreditam que esses poderes foram concedidos por alguém maior...
- Uma divindade?
- Exatamente, eles chamam o seu deus de Caentibus, tudo envolvido a eles se trata de adoração à Caentibus, rituais, cultos, etc... Eles planejam espalhar essa crença mesmo que pelo uso da força...
- E a nossa?
- Achei que já tivesse explicado, mas vou entrar em mais detalhes, essa aqui foi criada recentemente com o intuito de impedir essas duas de causarem problemas, atualmente temos poucos membros em relação aos demais, mas queremos crescer! O que eu expliquei foi resumido, mas se algum desses grupos conseguir o que deseja significa o fim do mundo como conhecemos.
- Hmmm, entendo... Mais uma pergunta, o que é essa habilidade especial que você falou?
- Até o momento sei que é o tipo de coisa que você não encontra por acaso, o poder praticamente lhe escolhe, certamente encontrou o local onde estava a pedra por acaso enquanto estava distraído, certo?
- Como sabe?
- É o que ocorre, com todos acontece a mesma coisa, acha uma pedra estranha do nada e começam a acontecer coisas estranhas após isso, ainda não sei de onde vêm essas coisas e nem o propósito, mas já que não tem mais volta o melhor que podemos fazer é conviver com isso e usar esse poder para o bem, aqueles que recebem esse dom são chamados de Reliquantum, ou Reli sendo mais abreviado.
- Certo, darei o melhor de mim aqui!
- Ah! Esqueci-me de falar, também pagamos salário.
- Sério?
- É praticamente um trabalho, certo?
- Incrível!
- Pode ficar a vontade para escolher seu quarto.
Dirijo-me à saída, ando os corredores e desço as escadas e escolho o segundo quarto do térreo, era perto da saída e parecia bem mais arrumado que os demais, ao chegar lá para minha surpresa encontro o indivíduo cujo eu havia me deparado mais cedo e tinha me salvado daqueles caras.
- Olá cara! Eu sou Kyle, prazer! A gente se viu mais cedo hoje, então esquece as apresentações, bem vindo à nossa residência.
- ...
- Vale lembrar também que esse quarto aqui já é meu, então aconselho que escolha outro...
- Ein?
Continua...



Última edição por savitar em Qua Set 06, 2017 11:11 pm, editado 1 vez(es) (Razão : Arrumar Spoilers.)


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5  

marshadow2007avatar
Membro Escritor


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em Qua Set 06, 2017 10:58 pm
Com o intuito de ler esta epopeia desde o primeiro capítulo(ou Chapter 0, sei lá), eis que aqui posto doravante a necessidade de equilíbrio de capítulos, a pedido do autor do tópico, mediante o limite máximo de palavras em um mesmo post.


Agradeço a atenção e aconselho a todos, quando puderem, começarem esta simples e épica leitura, que não obstante, indaga ao leitor a perfeição metafísica e metalinguística de uma maleta.


Mas...o que...

Aw!


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6  

Ponygonavatar
Membro


Ver perfil do usuário http://digimonreencontro.forumeiros.com/
em Qua Set 06, 2017 11:02 pm
Chapter 3

Spoiler:

Um dia qualquer. São 23h05min na sede da organização de Vincent.
Decido escolher o quarto ao lado do quarto de Kyle, ainda está com seu olhar bobo, parece que ele só fica sério quando está em batalha, os demais quartos são muito bem arrumados, chego até a cama, deito, me embrulho e durmo, um sono tão gostoso naquele tempo frio... Melhor descansar bem, amanhã o dia vai ser cheio já que terei que treinar com Sam.
Dia seguinte...
Levanto-me tarde! Já está quase na hora de ir para o colégio, mas... Aaaaaaaah! Não tenho fardamento! Não tenho o caderno e os livros! Não tenho nada! Ficou tudo no apartamento onde eu morava!
- Ah! Porcaria! Como vou para a escola agora?
- Se quiser posso ir pegar para você, seu antigo quarto ainda é arriscado, você fica aqui, mas creio que não vai dar tempo de você ir à escola hoje, poderia adiantar seus testes com o Sam.
- Você já sabe?
- Vincent já me informou, além do mais ele sempre faz a análise com quem chega aqui. Com isso a gente vai poder descobrir qual sua habilidade e aperfeiçoa-la.
- E-está bem, onde Sam está agora?
- Deve estar no quarto dele, é o último do corredor, é só abrir, não tem problema, enfim, já vou indo, até mais.
- Até.
Sigo para o quarto de Sam, abro a porta devagar e no mesmo momento ocorre uma explosão que arremessa a porta contra mim me prensando contra a parede por alguns segundos...
- Parece que não te explicaram as regras por aqui, nunca entre no meu quarto sem minha permissão!
- Maldito Kyle! Argh!
- O que veio fazer aqui?!
- Vincent disse que hoje você ia testar meu poder ou algo do tipo, não sei direito.
- Ah, é mesmo! Hahaha, isso vai ser um massacre! Vamos para os fundos, lá há um campo aberto que usamos para treinar.
- Gulp...
Sam caminha para os fundos, eu o sigo, quando chegamos vejo uma área extensa, com um belo gramado verde, Sam arremessa um bastão de madeira, eu o pego...
- Eu bem que gostaria de acabar com sua raça aqui, mas Vincent não vai permitir, então vou controlar minhas explosões de modo que só tenha o impacto mesmo, ou seja, você não vai se machucar... Muito...
Corro em direção a Sam, o ataco com o bastão, no entanto ele desvia e coloca o pé na frente, me fazendo tropeçar e cair no chão;
- Não vi nada de especial em você, Vincent pegou a pessoa certa mesmo? Talvez tenha que colocar seu corpo no limite!!
Seguro firme o bastão e corro novamente em direção à ele, quando chego próximo arremesso o bastão contra Sam, o que acaba o distraindo, logo rapidamente o soco no tórax, no rosto e termino com um gancho...
- Aaaaargh! Agora eu tô pistola garoto! Parei de pegar leve!
Sam coloca suas duas mãos pra trás e usa seu poder de explosões para empurrá-lo rapidamente para frente, e ele vem muito rapidamente já que foi uma explosão muito potente, acabou até deixando uma pequena cratera no gramado, tento desviar, mas sem sucesso, logo sou arremessado contra a parede da casa, após isso não me lembro de mais nada, a única coisa que sei é que no momento em que abri os olhos eu estava em meu quarto, Sam estava na porta me observando...
- Ei garoto, foi raro você ter sobrevivido a isso, parece que você fraturou o crânio, mas rapidamente se curou, presumo eu que seu poder seja regeneração...
- Estou com… Muita, mas muita fome mesmo!
- Maldito! Espere mais um pouco para a janta.
- Janta? Que horas são?
- Já são seis horas da noite dois dias depois de nosso teste.
- O que?! Isso tudo?!
- Não fique se incomodando com o tempo que passou desacordado, muitos em seu lugar nem mesmo teriam acordado.
- Gulp... Então você quase me matou!
- A culpa foi sua!
De repente Vincent passa de frente ao quarto e nos chama para a janta. Ao chegarmos na mesa vi que não era somente uma mesa, era “a mesa”, era no terceiro andar o local, havia um gigantesco frango assado banhado de molho, lasanha, salada, macarronada, um prato de camarão e várias outras comidas...
- Itadakimasu!!!!
- O que seria isso jovem Hazel?
Pergunta Vincent...
- Um termo japonês, seria um “obrigado pela comida”.
- Entendi, interessante...
Começamos a comer então, no entanto me incomoda algo...
- A propósito... Senti a falta de Kyle, ele não está aqui na mesa, ele ainda não retornou?
- Até agora não, é bem estranho, Kyle não costuma demorar muito na patrulha, mas não me preocupo, ele é bem forte!
- Tenho uma pergunta... Ele tem super agilidade ou algo do tipo?
- Não, as habilidades dele são puro treinamento e esforço.
Uma hora se passa, já havia comido, ah e como comi! Escovei os dentes, tomei um banho e agora me deito para dormir, fecho os olhos e durmo.  Ao acordar levanto-me, os quartos estão silenciosos, ouço ruídos no andar de cima, vou até lá, ao chegar lá para minha surpresa lá está Kyle, junto de Vincent, Sam e um garoto que nunca vi, ele junto de Kyle estavam molhados, me pergunto o que aconteceu ontem durante a noite...
- Oi pessoal...
- Fala Hazel! Consegui recuperar suas coisas! E encontrei esse carinha aqui no caminho, alguns caras da Olympus estavam atrás dele, por sorte consegui salva-lo, mas demorou muito tempo para despista-los, deu um certo trabalho, mais tarde deixarei em seu quarto, algumas coisas não consegui evitar de molhar.
- Obrigado Kyle, já fez demais por mim.
- Não tem de quê.
- M-Mas... Quem é esse?
- Esse aqui é o Ovan, por algum motivo Olympus está com interesse nele.
- Seriam aqueles caras que estavam atrás de mim?
- Vincent me informou disso, e temo dizer que eles são desconhecidos para a gente. Temos uma lista de todos os membros da Olympus, além disso os membros da outra organização a Deversio usam sempre alguns adornos com símbolos representantes de sua religião, obrigatoriamente...
Observo o tal de Ovan, é um pouco alto, parece um pouco magro, cabelos castanhos despenteados, mas ao mesmo tempo arrumados, apresenta fardamento de uma escola da cidade, apresenta cabelos castanho-claros e óculos de lente cinza, casaco vermelho-escuro, em uma mão uma caneta vermelha a qual ficava girando rapidamente, na outra uma grande maleta branca misteriosa, decido não perguntar sobre...
- Err e ainda não sabemos... O que tem nessa maleta idiota?
Bem, se eu não perguntei alguém tinha que perguntar, Sam foi quem fez a pergunta, calmamente Ovan responde:
- Não posso entrar em detalhes. O que tenho aqui é uma herança de família muito valiosa e não vou deixar ninguém por as mãos nela!
- Alguma vez você já viu ou abriu essa maleta para saber o que tem nela?
- Não, pretendo preservar isso. No dia da morte de meu bisavô que havia completado seus 109 anos, ele achou isso e colocou em uma maleta, então passou para meu avô, como isso tinha um valor sentimental meu avô não quis abrir a maleta a fim de preservar o que havia dentro, meu avô não chegou a falar a meu pai o que havia dentro, então meu pai passou ela para mim, no entanto após isso esses homens estranhos estavam me perseguindo, liguei para a polícia, vieram quatro policiais para me ajudar...
- E onde eles estão?
- Eles estão mortos.
- Vincent melhor trancarmos esta maleta em um cofre, não? Se Olympus está tão interessada deve haver algo de valor para eles.
- O garoto não permitiria, não é mesmo Ovan?
- ...
- Ah, e Kyle, você conferiu se foi seguido até aqui?
- Conferi, nenhum deles tinha alguma habilidade para me acompanhar.
- Ah e quase ia esquecendo-me de falar, jovem Hazel, sua habilidade, quando seu corpo recebe pulsos eletromagnéticos pequenos ela é ativada, resumindo, é ativada pelo seu sistema nervoso, intencionalmente ou por algum sentimento.
- ...
- Mas a energia que suas células produziam se desgastava duas vezes mais rápido que o normal, então minha teoria é que sua capacidade física foi dobrada.
- Mas já ocorreram fenômenos estranhos, como eu que aprendi a lutar do nada contra pessoas até maiores do que eu...
- Então complementando a teoria, sua capacidade cerebral também é aumentada, isso se você viu alguém lutando em algum lugar você aprendeu aquilo duas vezes mais rápido, espero que os sentimentos também não estejam intensificados, isso poderia ser um problema para você.
- Certo! Obrigado senhor Vincent, sempre tive enorme facilidade para aprendizado.
- Amanhã depois da sua faculdade começaremos o treino, esteja preparado.
- Treino?
- Sim, todos aqui recebem um treinamento meu, e o seu vai ser especial já que se minha teoria estiver correta sua capacidade de luta é dobrada, mas se você ainda não for suficientemente forte vai ser uma habilidade pouquíssima útil, pense nisso.
- Entendi, quero me tornar forte! Quero ser forte para proteger a todos! Não quero perder mais ninguém!!
- Hã? Perder quem?
- Err... Nada... Falei da boca pra fora...

Continua...

Chapter 4

Spoiler:

Crueldade é desumano? Discordo... Aprendi que a crueldade é o ato mais humano que existe!
 
Amanhece o dia, acordei um pouco adiantado, mas ainda assim com leves raios de sol batendo em meu rosto após uma noite fria, retiro meu cobertor de levanto da cama. Ontem foi um dia estranho... Visto o fardamento e vejo que ainda está limpinho de certa forma, meus livros e mochila estão um pouco molhados, levo mesmo assim, rapidamente saio da casa e pego um ônibus em um ponto próximo de lá, no ponto encontro uma garota com aparência um tanto peculiar, estava usando o fardamento de meu colégio, apresentava cabelos azuis compridos até o traseiro, nunca a tinha visto no colégio, melhor perguntar se ela é aluna nova;
- ...
Aaaaah! A timidez não deixa, lembre-se, o plano principal é ficar com a Ebony!  O ônibus chega, ambos entramos. Ao chegar ao colégio vejo Ebony na porta, parecia esperar alguém, passo pela entrada rapidamente, vermelho igual ao Goku quando usa Kaioken...
- Ei Hazel! Algum problema?
- E- Ebony! N-não, nenhum!
- Ué, vai passando direto dessa maneira, parece até que não me conhece! Estava te esperando, ontem você não veio.
- Como assim?
- Somos amigos ué! Como assim digo eu...
- Bem... Não sabia ao certo se me considerava como amigo...
- Claro que te considero! Além do mais obrigado por me proteger aquele dia!
- ...
Não respondi nada, apesar de que dei uma lição naqueles caras a culpa de eles terem importunado Ebony por tanto tempo foi minha, não mereço agradecimento algum. Seguimos para a aula, no caminho vejo a garota de cabelos azuis novamente, ela entra na sala próxima da minha, era da sala “C” da faculdade onde eu estudo, era bem estranho o surgimento repentino da garota. Horas se passam e já é hora do intervalo, sento em meu canto como sempre, de longe avisto Ebony que está conversando com a garota nova, momentos depois percebo que as duas estão se xingando, vou até o local para impedir a discussão, mas antes que eu chegasse elas começam a brigar, ou melhor dizendo, Ebony deu uma surra na outra garota, após três socos no rosto ela terminou com o golpe “Mondolio rurio tchagui” (Golpe de Taekwondo) um ataque forte em que consiste em girar sua perna em 360° com intenção de acertar a cabeça do oponente, estranho Ebony lutando tão bem, mesmo assim ignoro e tento amenizar a situação...
- Ebony, pare! Vai arranjar encrenca para você!
- Não ligo!
Diz Ebony enquanto se afasta do local, as pessoas começam a rodear a outra garota, ajudo-a a se levantar e pergunto o porquê da briga, ela não me responde nada e vai embora abrindo caminho entre as pessoas, após isso todo mundo se dispersa novamente e não vejo nenhum sinal de alguma das duas, volto para meu canto. Novamente toca o sinal, vejo que Ebony não retornou para a sala, fico um pouco preocupado, a aula segue normalmente, mais tarde na hora de irmos embora também não a encontrei, muito menos a outra garota de cabelos azuis. Seguindo caminho, quase chegando ao ponto de ônibus encontro algumas gotas de sangue no chão, acho meio suspeito e vou investigar, sigo os rastros até uma casa abandonada bastante velha, passo por uma abertura formada por dois pedaços de madeira e alguns destroços de concreto, há muito barulho lá dentro, ao chegar no interior do local ele se destaca pela poeira e pelo escuro que há, com pequenos focos de luz aleatórios devido à buracos no teto e alguns pilares de sustentação um pouco rachados, no centro estavam Ebony e a outra garota lutando... Armadas!! Ebony está com uma faca e a outra com um machado, escondo-me rapidamente atrás de um dos pilares, mesmo com minhas habilidades seria muito perigoso qualquer ação diante daquela situação, ainda que eu tivesse que fazer algo perante aquilo antes que acontecesse algo realmente grave...
- Finalmente te encontrei... Ebony!
- O que você quer? Você consegue copiar a aparência da Shizune, mas não sua personalidade, o que fez com ela?
- Hahaha! Logo saberá... Quando juntar-se a ela!
Após estas palavras a garota arremessa o machado em direção à Ebony, saio rapidamente de onde eu estava escondido e em um movimento rápido tomo a faca da mão minha amiga e bloqueio à arma, tudo está acontecendo muito rápido, não tenho certeza de que pararia o ataque com a faca, em um movimento quase que irracional coloco meu antebraço para defender o ataque, o corte foi profundo, no entanto não o suficiente para arrancar meu antebraço, grito intensamente devido à dor, para completar ainda nesse mesmo momento o teto se quebra e eis que cai uma garota igualzinha à aquela que arremessou o machado, era destacado na aparência dela seu sobretudo vermelho, as calças leggings pretas e as botas de cano longo sem salto da mesma cor, gira rapidamente no ar criando um pequeno tornado de fogo em volta de seu corpo e aterrissa suavemente no chão, dispersando as chamas no ar que se desfaziam instantaneamente...
- Shizune! Não, espera... Shizune?!
(Minha mente nesse exato momento: E eu?!)
- É bom te ver também Ebony! Está com problemas? E porque essa aí se parece comigo?
- Não sei, mas não é você!
- Vamos terminar rápido com isso!
Sem ao menos perceber a garota falsa tenta fugir furtivamente, logo percebo;
- Não a deixem escapar!
- Huh! Quem é você? Nem tinha te percebido direito!
- Argh! Isso não é hora para apresentações!
Shizune estende sua mão e lança uma leve rajada de fogo nas costas do inimigo que cai e rola no chão para apagar as chamas, as duas garotas se aproximam do inimigo que muda sua aparência, aparentemente depois do ataque não conseguiu manter sua falsa forma, ela muda para um homem careca com uma tatuagem de tubarão em seu rosto, bastante magro e com uniforme de colegial, sim parece que ele pode mudar de aparência, mas não de roupa;
- Quais são suas intenções?
- ...
- Diga! Agora!
Exclama Shizune enquanto encara o homem;
- Não direi nada!
- Não precisa... Acho... Que me lembro de você! Você é o famoso espião da Olympus, apesar de ser somente um simples capanga, é bem útil para eles, não posso deixar que retorne e vaze qualquer informação sobre mim ou sobre Ebony!
Sobre Ebony? O que ela tem haver com isso?! Se bem que, não parece muito da personalidade dela lutar artes marciais ou lutar com facas... AAAAAAAAAAAHHH! Minha vida está ficando super bizarra!
- Liguei para a polícia, logo ela chegará e te levará preso!
- Maldita! Não sairá ilesa dessa! Nenhum de vocês! Os líderes da Oympus serão alertados e vocês serão mortos sem nem mesmo chance de defesa!
- Hmpf... Acho que eles não durariam 1 minuto contra o Sam!
As duas garotas olham estranho para mim e exclamam:
- Quem é Sam?
- Err... Ninguém! É um personagem de um mangá novo que estou lendo! Falei da boca para fora!
- Desculpe garoto, isso não é nenhuma brincadeira! Agora você terá problemas! Organizações irão te perseguir agora que você sabe dos Reliquantum!
- Argh! Argh! Acho... Que perdi muito sangue...
Meus olhos pesam cada vez mais até que chega o momento em que eu desmaio. Acordo no hospital, com soro em meu pulso e dez pontos no antebraço, chega uma enfermeira em meu quarto...
- Terá de descansar aqui hoje, você recebeu uma transfusão de sangue de uma garota chamada Ebony, ela já foi embora, amanhã já poderá ir ao colégio normalmente, mas afinal, o que aconteceu para você ter machucado tanto seu braço?
- Err, estava brincando na serraria de meu pai quando isso aconteceu...
- Acho que você é bem retardado para na sua idade estar brincando com serras e se cortar! Desse jeito uma hora você morre!
Retardada é você moça de ter engolido essa desculpa esfarrapada! Não posso contar sobre Ebony ou sua amiga, isso poderia complicar para ambas, então mantenho silêncio sobre o assunto.
Acordo no outro dia bem cedo, pego minha mochila que foi deixada ao lado de minha cama, saio do hospital com o braço doendo muito, chegando no colégio avisto Ebony e para minha surpresa vejo a outra garota de cabelos azuis com ela, creio que seja a verdadeira dessa vez, tento falar com ela, mas ela me ignora completamente, a aula começa e todos os alunos entram na sala, na hora da aula tento falar com ela, cochicho baixo para ela...
- Ebony...
- ...
- Ebony...
- ...
- Ebony...
- Desculpe, não quero mais falar contigo!
- Mas por quê?
- Nunca mais fale comigo, sairei da escola em breve e não voltarei.
Quando você acaba por viver uma vida solitária você percebe o que a pessoa quer dizer com seu olhar e não com suas palavras, aquele triste olhar de Ebony enquanto me dizia tais palavras, era a prova mais que perfeita, que não era realmente isso que ela queria me contar...

Chapter 5

Spoiler:
Enfim, não estou entendendo mais nada sobre Ebony, resumindo, um “clone” de uma antiga amiga dela surgiu e ela brigou com ele, provavelmente ela já sabia que era alguém falso, por isso aquilo tudo, mas em certo momento, eis que surge a verdadeira do telhado, que por sinal solta labaredas de fogo, então assim como eu, também é um Reli, o que leva a pensar que Ebony sabe sobre esses poderes, pois também ela me viu tocando na pedra. Decido então ir para minha nova casa, vou até o ponto de ônibus, lá novamente encontro com Shizune, olho por um segundo, ela me ignora como se nunca tivesse me visto, não ligo. Minutos depois chego em casa, Shizune parece que irá descer em outro ponto após o meu, entro no edifício, logo no corredor encontro Vincent...
- Faltou com o treino ontem, não foi? E ainda me volta com o braço todo enfaixado! Parece que o machucado foi feio, mas não pense que por isso irei pegar leve com você! Vamos até o campo em que você teve um pequeno teste com Sam.
- Tem certeza? Não seria melhor esperar eu me recuperar?
- O treino é para evitar que isso se repita.
Vincent vai até um quarto próximo e me chama, ao chegar lá tem vários objetos de treino, desde aqueles bonecos de bater, sacos de pancada, instrumentos de musculação, esteiras, e diversas réplicas de armas confeccionadas em madeira.
- Escolha qualquer uma jovem Hazel! Irei escolher minha clássica foice de madeira.
- Irei escolher... Aquela!
Aponto para uma Katana de madeira pendurada na parede...
- Tem certeza? Acho bem clichê escolheres a Katana, mas você que sabe hahaha! Sam na época de treino era bem cheio de si, quis vir de mãos vazias.
Ambos alongamos um pouco antes de começar, entramos para o campo fora da casa, Vincent estende sua mão que segura sua foice, coloca um pé atrás e outro afastado à sua frente, aparentemente é sua posição de batalha, já eu vi muitos animes com protagonistas que usam espadas, não vai ser muito difícil.
- Ataque com a estratégia que você tiver!
- Hmpf, não preciso de estratégia! Em que mundo estou para que eu, tão jovem, perca para você?
- Ensinarei então, a não subestimar os mais velhos garoto!
Corro em direção à Vincent com a espada para trás, utilizando logicamente somente uma mão, os movimentos um pouco limitados por causa do braço machucado, mas nada que impeça de lutar, pulo rapidamente e ataco, no entanto Vincent com somente uma mão utiliza sua foice para desviar o curso de minha espada e com o  cabo me golpeia no rosto me arremessando longe, cuspo um pouco de sangue no chão, acabei cortando minha boca.
- Terminamos por hoje. Já é o suficiente.
- Argh, argh! Foi sorte!
- Já disse que é o suficiente! Quando seu braço melhorar te darei aulas de Kendo e você fará exercícios musculares.
- Eu consigo!
- Garoto tem um motivo para eu ser o líder dessa base, e lhe asseguro que não é porque eu a fundei!
Corro novamente em direção à Vincent e ataco com minha Katana, o mesmo desvia facilmente...
- Mais rápido! Quer me acertar desse jeito? Hahaha!
Aumento a velocidade, defiro inúmeros ataques consecutivos e o velho desvia de todos com uma facilidade surreal, após evadir de todos os ataques pega sua foice e puxa meus pés me fazendo cair, logo após deixa sua arma de madeira em posição vertical e se equilibra plantando bananeira com somente uma das mãos, no entanto no meio dessa queda acabo caindo por cima do meu braço que foi ferido, por sorte os pontos não abriram, no entanto o machucado começou a doer muito, fico convulso no chão por causa da dor;
- Entendeu agora o motivo que eu queria parar antes? Da próxima vez não insista quando eu lhe der uma ordem, é para o seu bem. Ah, e desculpe, não foi minha intenção machucar seu braço. Agora, vá tomar um banho e descansar, devido à sua habilidade, de alguma forma você irá se curar logo.
- Argh! Hmpf, c-certo s-senhor Vincent.
Entro na casa, vou até o banheiro e entro na banheira para tomar meu banho, assim como o velhote havia falado, visto a toalha e vou até meu quarto, estou muito cansado, quase dormindo em pé, vasculho minhas malas procurando meus pijamas, não encontro nada, no entanto tem um papel, em uma folha velha, mas preservada, já estava em tom amarelado um pouco manchada, havia algo escrito:
“ No caos do mundo arrebatado.
Vinte e oito cavaleiros irão elevar quatro grandes reis.
Sete para cada rei, isso resultará na catástrofe do mundo, e aqui estará em repouso o humano.
Ah humano, tu não sabeis o que criastes!
Além dos reis, os cavaleiros do apocalipse surgirão.
Após o caos, vem a ordem, após a ordem vem o caos. Tudo se restaura por um momento para ser destruído novamente.
E nesse ciclo infinito a única certeza é a morte. Pois todo o resto já sucumbiu a ela, inclusive a esperança.
Após o arrependimento eterno, um laço de amor deixado, o mundo mudará.
Mas somente se este laço for preservado.
No fim, os outros três reis sucumbirão de certa forma, e um único rei comandará.
Ó vento valente, que voa sobre os vales e varre montanhas, mas não vê a verdade, um dia teus olhos verão tudo aquilo que está escondido, somente assim virá a paz. “
Isso foi estranho, e até um pouco macabro, ainda não encontro meus pijamas, como estou muito cansado deito de toalha mesmo na cama, ao me virar para o outro lado da cama, há outra pessoa nela...
- Aaah! Ovan? O que faz no meu quarto?
- Eu que deveria perguntar isso, ainda vasculhando minhas coisas, minha maleta está muito bem escondida e guardada.
Olho em volta com atenção, esse realmente não é meu quarto...
- Aaaaaaaah! Desculpe! Gomenasai! Pensei que fosse o meu! Não queria mexer em nada! Pensei que fossem minhas coisas!
- Desculpas aceitas.
- Mas, o que era aquele papel e aquelas coisas escritas?
- É uma antiga profecia, nunca consegui decifra-la ou entende-la, foi confiada a mim junto com a maleta, mas previamente me foi avisado que não seria de grande importância.
Vou para o meu quarto visto meu pijama e durmo, confesso que foi uma situação bem estranha, e aquela profecia... Ah, deixa para lá! Afinal, esse Ovan guarda muitos segredos, será que ele também seria um Reli?
Acordo no dia seguinte estava um pouco triste. Saio da casa, observo um dia nublado, o sol havia sido coberto por um horizonte acinzentado, pombas voando ao longe marcava a paisagem juntamente com os prédios em harmonia com o céu. Ovan ficou dormindo, não sei ao certo se ele vai para alguma escola, bem, não importa, vou até o ponto de ônibus para poder ir ao colégio, aparentemente acordei mais cedo hoje. Minutos depois eis que surge a garota dos longos cabelos azuis, me dirijo até ela, a mesma tenta ignorar minha presença, aparentemente não quer dar qualquer tipo de informação, ainda assim insisto.
- Shizune!
Exclamo eu, as outras pessoas do local se assustam, mas rapidamente elas voltam ao normal, a garota fica com uma expressão de raiva e me empurra até um local um pouco afastado.
- Não sei se a Ebony já deixou claro, é para o seu bem!
- Mas por quê? Porque essa mudança repentina? Minha vida já está uma bagunça o suficiente e agora isso?
- Você não vai parar de insistir até eu abrir o jogo, não é?
- De forma alguma!
- Ebony me falou um pouco sobre você, falou que era um pouco tímido e até... Bonitinho. Hahaha! Mas o que irei te contar agora fica por sua conta e risco, tudo bem?
- Estou um pouco com raiva de tudo, entendo, fica por minha conta e risco!
- Eu trabalhava em um circo, com truques de mágica usando fogo, Ebony sempre foi minha amiga e nos conhecemos há muito tempo...
- Mentira!
Digo eu enquanto encaro com os olhos quase fechados e uma expressão de fúria a garota que acaba se assuntando.
- Porque afirma que é mentira?
- Eu sei, sei que você é uma Reli.
Falo eu em voz baixa.
- Droga Ebony! Contou coisas que não devia para esse garoto!
Exclama Shizune ainda em tom baixo.
- Não foi a Ebony que me disse isso.
- Então quem foi?
- Não posso dizer. Apenas quero respostas sua e não perguntas.
- Não posso te contar mais do que você já sabe, vai correr muito perigo!
- Então se o problema é minha segurança...
Antes de terminar a frase avisto o ônibus que eu estava esperando vinha chegando, sem pensar duas vezes me jogo no meio da pista me deixando prestes a ser atropelado por ele, Shizune grita meu nome e rapidamente atravessa e me puxa do caminho do ônibus, após isso retornamos para a calçada...
- Você está louco? Poderia ter morrido!
- Se não me contar, farei de novo, em lugares que você não estará lá para me salvar!
- Aaah...
Suspira a garota em tom suave enquanto coloca a mão na testa.
- Não vai pegar o ônibus?
- Acho que isso aqui é mais importante.
- Está bem, te contarei. Ebony e eu fomos amigas desde a infância, ela foi passar férias no Japão, lá que nos conhecemos, já que morei por lá certo período de minha vida, desde então quando ela voltou para os Estados Unidos sempre mantive contato por meio da internet, certo dia tive um sonho estranho, e logo no dia seguinte encontrei uma pedra estranha de cor avermelhada brilhando, ao tocar nela sua cor some, a princípio achei estranho e algumas semanas se passaram após aquilo, eu estava dormindo e acabo por ter um pesadelo, acordo assustada e no movimento que faço para levantar saem chamas de meu corpo, o que acaba incendiando meu quarto, até hoje não consigo explicar o que aconteceu aos meus pais. Meses depois domino melhor essas chamas, mostro aos meus pais que ficam espantados, mesmo assim aceitam isso, mas mantém escondido. Certo dia me encontro com um rapaz ao acaso, ou não, nem me lembro ao certo, ele era alto com cabelos lisos e negros. Roupa escolar típica do Japão. Usava luvas de couro. Só isso que me lembro, ele insinuava que eu era uma Reli e que sabia de meu segredo, ele me explicou tudo, logo após me ordenou que entrasse em uma tal organização dele, recusei logicamente, após isso ele saca uma pistola, instintivamente incendeio tudo ao meu redor, ele se distrai bastante para se livrar das chamas, o que me dá tempo de fugir, contei tudo o que aconteceu para Ebony, mas foi um erro grave, devido à isso um ano depois começaram a perseguir ela e a mim, já que sabíamos demais, ambas mudamos de identidade e nos escondemos de qualquer suspeito, nessa época meu pai havia se separado de minha mãe e aproveitei e vim para os Estados Unidos com ele, aqui reencontrei Ebony, ficamos sempre juntas desde então até o dia em que ela vai estudar no colégio e ter uma vida normal, o colégio que você estuda. Mas acabou acontecendo inconvenientes, de alguma forma acharam ela, talvez seja por ela ter usado seu nome verdadeiro, talvez pensasse que já estava segura, não sei, mas você estava lá! Talvez só por isso tenha comprometido sua vida como pessoa normal, possa ser que aquele homem tenha vazado alguma informação sobre nós, não podemos deixar os outros correrem risco por nós. Bem, é isso...
- Mas a Ebony sabe como você ganhou seus poderes?
- Nunca questionou, também nunca falei. Enfim, você insistiu em saber, agora contei, não poderá mais viver uma vida normal, satisfeito agora?!
- Sim, muito, já que há pouco tempo aconteceu coisa parecida comigo...
- Como... Assim?
- Também sou um Reli! Não precisa se preocupar com nada!
- O quêêêêêê?!

Continua...


Chapter 6

Spoiler:

- Também sou um Reli! Não precisa se preocupar com nada!
- O quêêêêêê?!
- Bem... Err... Então... É isso...
- Como assim “é isso”?
Resmunga Shizune com uma expressão levemente brava;
- Não faz muita diferença.
- Não faz? Isso muda tudo!
- Sério?
- Sim! A Ebony sabe que você é um Reli?
- Bem, nunca falei nada, mas ela estava comigo no momento em que eu toquei na pedra...
- Então quer dizer que ela ainda não sabe, apesar de eu ter contado muita coisa, nunca falei sobre as pedras.
- Acho melhor que continue assim!
- Ué, por quê?
- Não quero que ela me olhe com olhos diferentes aos de sempre.
- Tarde demais para isso, ela quer se afastar de você para o seu bem!
Dou um leve sorriso, afinal ela disse que a Ebony quer meu bem!
- A-Aind-a m-man-t-tenho minha decisão!
Exclamo enquanto meu rosto fica um pouco vermelho;
- Porque está vermelho? Ficou com raiva de algo?
- Ah! N-não! Não! Bem, acho que vou indo...
- Não é por nada, mas, está muito atrasado.
- É mesmo!
Nesse momento saio correndo em direção à escola, já que a essa altura o ônibus já havia partido, como na vez anterior eu estou correndo mais rápido, mas aparentemente cansando mais rápido, decido parar antes que eu canse muito, se bem que, estou perdendo muitas aulas, acabo pensando alto;
- Bem, já que estou sozinho aqui, o que me resta é caminhar sem rumo ou voltar pra casa.
Como escolha mais sábia decido voltar, ao chegar limpo os pés no tapete e vou até a sala. Quando chego lá Vincent e Kyle estão assistindo um noticiário:
“Hoje na cidade de Nova York surge um novo herói. Ironnium é seu nome, aparentemente este homem consegue transformar seu próprio corpo em um duríssimo metal, indícios ainda não comprovaram de onde ou porque há essa anomalia, nem mesmo o próprio Ironnium sabe responder. Joseph Allen seria o nosso grande bem feitor, que hoje em um ato de heroísmo salva uma família inteira de um incêndio de um prédio sem qualquer dificuldade, os bombeiros encontraram problemas, pois haviam muitos escombros e afirmam que se Ironnium não tivesse chegado a tempo, essas pessoas com certeza teriam falecido. Hoje é um grande dia... “
Nesse momento a TV é desligada, ambos se olham por alguns instantes, chegando até mesmo a parecer que conversavam mentalmente, bem, isso é, isso se realmente não estão, não sei nada sobre os poderes de Vincent ou Kyle. Apesar disso após breves segundos Kyle fala.
- Está cada vez mais frequente, os casos com Relis, em breve não será mais possível esconder isso do mundo.
- De fato meu caro Kyle – Responde Vincent enquanto suspira, com um ar um pouco cansado – mas não podemos fazer tudo, isso é, nem tudo está ao nosso alcance.
Ao momento em que Vincent termina de falar disfarço como se houvesse chegado agora;
- Bom dia!
- Oh, Hazel! Nem havia te visto entrar! Porque veio cedo hoje? – Pergunta Kyle enquanto se levanta.
- Acabei tendo um imprevisto no caminho, tem algo para fazer por aqui? Estão precisando de alguma coisa?
- Na verdade vamos dar uma missão para você, sua primeira missão, você irá com Sam até a casa de um garoto que mora em uma cidade próxima, aconteceu algo um pouco estranho e suspeito no colégio em que ele estuda, ele acabou sendo expulso depois do que aconteceu. Quero que investiguem sobre esse garoto ser um Reli.
- Sem problemas, na falta do que fazer né?
- Se ele for um quero que tente trazê-lo aqui, com permissão dos pais dele lógico, ele mora nesse endereço – Vincent me entrega um papel e um pequeno mapa com um ponto marcado -Ah e na volta quero que você inicie seu treino.
- Certo.
- Sam!
- “Quié”! Vai se ferrar velhote!  Estou jogando agora!
- Vamos de uma vez! Vá com Hazel para a missão!
- Eu tenho mesmo que ir?
- Se não for, eu mesmo subo aí em cima!
Ao momento em que Vincent exclama essas palavras ouço vários barulhos vindos de cima,  segundos depois eis que surge Sam, que na pressa acaba por cair da escada, e consequentemente dou risada da situação.
- É melhor parar de rir garoto maldito!
Pronuncia Sam ao mesmo tempo em que aperta sua mão com bastante força.
- Gulp.
Rapidamente ele levanta-se, segura forte em meu pulso e vai me levando até fora.
- Vamos logo de uma vez, quanto antes fizermos mais rápido terminamos.
Esperamos alguns minutos e pegamos um ônibus que irá nos deixar em um local próximo ao objetivo, no caminho percebo um homem de cabelos longos e negros. Pele pálida. Alto e magro, porém definido. Aparentemente usava uma camisa preta, que agora se encontra quase que completamente rasgada. Uma calça em cor preta longa, não muito folgada. De pés descalços, porém revestido de faixas de pano na cor preta, assim como suas mãos. Em seus ombros ele carregava outro homem, mais alto ainda, só que com cabelos curtos e bagunçados. Barba rala sobre o queixo. Físico semelhante ao do homem que o carregava. Uma camisa de mangas compridas branca com listras pretas. Uma calça jeans e uma basqueteira em seus pés. Estava desacordado, com algumas pequenas manchas de sangue em suas vestimentas. Enquanto eu observava aquilo o homem com cabelos compridos percebe minha presença e me encara com um olhar assassino, no entanto o ônibus acaba por se distanciar do local, tudo o que vinha na minha mente agora são somente duas palavras: Ainda bem. Quando percebo minhas mãos tremiam, me perguntava quem era aquele homem, olho para o lado e lá está Sam, dormindo profundamente. Após aproximadamente dez minutos de viagem acordo com dificuldade meu companheiro de missão, ele parece um pouco bravo a principio, mas logo entende que chegamos. Era uma praça bastante bonita, descemos lá, no entanto, não era o ponto exato onde deveríamos ir, caminhando aproximadamente a cem metros dali encontramos a casa do indivíduo. Bato na porta, uma senhora que aparentava ter quarenta e cinco anos, parecia ser simpática, nos convida para entrar e sentamos no sofá da sala.
- Vocês foram os jovens que Vincent me falou, que iriam ajudar meu filho?
- Err... Ajudar? O que ele tem exatamente?
Pergunto. Fico curioso para saber o que acontecia. Sam ficava observando o local com uma expressão de relaxado, como quem não queria nada por lá.
- Zack sempre teve transtornos, o deixamos sempre por cuidados especiais, ele é um garoto normal em sua maior parte do tempo, mas quando se agita por algo, se transforma, digamos, quase que em outra pessoa.
- Então é isso?
- Não, isso ele sempre teve. O que aconteceu foi há alguns dias atrás, mas prefiro que ele mesmo lhe conte.
A mãe grita o nome Zack, de um dos cômodos da casa aparece um garoto com cabelos bagunçados e ruivos. Porte médio, com uma altura, diria eu, de um metro de sessenta e cinco. Apresenta um físico normal não muito forte, não chegando a ser definido, e tom de pele claro.  Camisa normal em cor preta com listras brancas. Bermuda de cor branca e em seus pés um chinelo preto. Em volta de seu pescoço usava um headphone preto com detalhes brancos combinando com sua roupa.
- Oi mamãe! Algum problema?
- Como eu não estava presente na hora que tudo aconteceu, gostaria que contasse o que aconteceu na escola outro dia para os rapazes.
- Com prazer! Sempre é bom ajudar os outros. – Diz o garoto enquanto expressa um sorriso inocente em seu rosto – Mas antes, quero que vejam isso!
Ele levanta seu dedo e acende uma pequena chama na ponta dele. Incrível! Talvez seja o mesmo poder de Shizune! Nesse momento quando olho com mais atenção a ponta de seu dedo além de produzir fogo está com a ponta metálica, semelhante a um isqueiro.
- Foi por esse tipo de coisa que acabei sendo expulso, posteriormente os diretores tentaram ligar para a polícia, que por sorte minha, não acreditou no que disseram. Mesmo assim eles tomaram as providências quanto a mim.
- O que você fez garoto? Urinou nas calças? Chorou demais para a mamãe e não te suportaram?
Ironiza Sam, como forma de zombar da inocência do garoto.
- Desculpe pelo meu colega aqui ao lado, ele é assim mesmo, não sabe o que fala.
- É bem difícil fazer Zack perder a calma, nem tente. Ah, e fiquem à vontade, irei limpar a casa agora, ela está um pouco suja.
A mulher se retira da sala.
- Bem, isso começou com uma garota de minha sala. Ela sempre foi minha amiga e eu sempre gostei dela, digamos, mais que como amiga, no entanto já faz um tempo ela estava namorando. Seu namorado é um cara muito forte de um metro e oitenta de altura, ele a tratava muito mal, outro dia ela estava andando comigo na escola, como amigo, claro. Mas ele se sentiu enciumado, achou que estava acontecendo algo mais entre mim e ela, o namorado dela arrasta nós dois para um local mais isolado, mais especificamente uma sala que não estava em aula naquela hora, e em um momento de fúria ele acerta ela com soco no rosto que a faz desmaiar... Xinga ela de vários nomes tão ruins que seria errado até mesmo repeti-los aqui... Após isso a empurra com o pé como se fosse um animal morto... Hahahaha! Aquele maldito haha! Hahahaa...
Zack dá uma pausa, respira fundo e fecha os olhos por alguns segundos, logo prossegue o relato...
- Eu não pude deixar assim, mesmo ele sendo mais forte do que eu, o enfrentei mesmo assim. Acertei um soco no rosto dele, que o deixou enfurecido e me segura pelo pescoço, nesse momento olho para ele com um olhar de desprezo...
Nesse momento a expressão inocente se transformava em um sorriso sádico e psicopata.
Hahahaha!! Era hilário o estado em que ele se encontrava, aquele amontoado de lixo achava mesmo que estava com algum poder em mãos! Acho que naquele momento senti... A vontade de dilacera-lo e cravar sua cabeça nos ossos de seu braço! Aaaaah! Seria uma cena tão linda e hilária! Hahahahahaha... Não sei o que aconteceu naquele momento, mas me foi concedido um poder pelas mãos de algum ser superior...
- De Deus você quer dizer?
- Não sei... Hahahahaha! Talvez do próprio demônio!! Meus dedos... Meus dedos! Eles viraram magníficas lâminas nesse momento, não sei por quê. Agarrei o braço dele com essas lâminas, foi uma sensação incrível! Aquele sangue escorrendo, eu atravessando o braço dele com minha mão e ralando seus ossos... Hahahahahahahahahahahaha!!!!!!
De repente a mãe do garoto vem correndo da cozinha, com uma seringa estranha e injeta no pescoço do filho que logo se acalma e volta ao normal.
- Peço perdão, Zack tem esse problema às vezes, com a polícia atrás dele desde o que aconteceu não tenho mais ao que recorrer, Vincent me ligou e disse que não teria problemas em abriga-lo. Bem, tudo que eu sei é que depois de tudo ele denunciou meu filho, mas sem provas, apesar de que ele continua sendo um dos principais suspeitos.
- Entendi, com todo o poder de influência do Vincent não seria difícil encobri-lo.
Fala Sam que estava prestando atenção na conversa, com uma expressão séria.
- Se puderem protegê-lo ficarei muito grata. Enviarei os tranquilizantes que ele usa, isso é, somente caso ele ficar agitado.
- Err... F-Faremos o possível!
Exclamo enquanto ainda um pouco assustado com a conversa de agora a pouco.

 


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em Qua Set 06, 2017 11:12 pm
Sr. Ponygon. Estarei editando seus posta e colocando seus chapters dentro dos spoilers. Da próxima vez. Sugiro que olhe na aba editar antes de postar. Deixa seu post mais organizado e bonito.


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em Qua Set 06, 2017 11:16 pm
Chapter 7

Spoiler:

Já faz dez dias que Zack chegou à organização, um sábado à tarde para especificar, até hoje ele nunca mais deu recaída daquele problema. Tudo estava tranquilo até que o noticiário alerta novamente, a Tv estava ligada, chego mais perto para ouvir melhor, um estranho homem de cabelos negros compridos já havia matado onze policiais e derrubado um helicóptero, um cinegrafista amador havia tirado fotos de longe, as fotos estavam com uma qualidade meio ruim, mas estavam visíveis o suficiente para que eu reconhecesse esse homem, foi o que eu vi outro dia pela janela do ônibus, não havia sinais da pessoa que ele carregava no ombro naquele dia, ele estava próximo à uma famosa praça da cidade.
- Pela sua expressão parece que o conhece.
Fala Ovan, eu mal tinha percebido que ele havia chegado à sala. Quer dizer, mal eu tinha percebido que eu havia mudado minha expressão facial, realmente eu estava um pouco tenso com aquilo, principalmente pelo fato da presença daquela pessoa me dar arrepios.
- Você acha que ele quer conseguir alguma coisa com tudo isso? Que ele procura por algo?
- Ou alguém...
- Entendo, imagino até mesmo quem possa ser.
- Quer ajuda para encontra-lo?
 - Uh? P-porque o interesse? Você nunca foi muito chegado em missões.
- Todo mundo está ajudando e eu aqui sem fazer nada... Sinto-me um pouco inútil.
- Mas você é um Reli?
- Não.
- Tem certeza que quer ir? É muito perigoso, além do mais Vincent saiu não sei para onde, e Kyle e Sam estão em missão.
- Eu quero realmente ir, podemos chamar o Zack!
- Não sei se seria uma boa ideia...
Recordo-me do que aconteceu na casa do menino naquele dia, seria perigoso leva-lo? Iria ser um ótimo time, dois caras que eu praticamente não conheço, um deles é o mistério em pessoa e o outro é um psicopata em potencial!
- Mesmo que essa equipe desse certo, eu sozinho não tenho autoridade para iniciar uma missão, aquele cara é perigoso e nenhum de nós tem habilidades para combatê-lo, ainda estou no inicio do treinamento com o Vincent.
- ...
Ovan não responde nada, apenas abaixa sua cabeça como forma de demonstrar que entendeu e se conforma com minha decisão. Após isso vou treinar. Já melhorei bastante minhas habilidades, meu corpo está mais ágil, apesar de eu não ter desenvolvido muito. Pego mais uma vez a espada de madeira, avisto logo à frente um boneco de madeira revestido com couro e treino alguns movimentos nele, o interessante é que eu de certa forma eu conseguia copiar algumas técnicas de espada perfeitamente, movimentos que eu via em animes, mangás e games de ação. Foi aí então que eu percebi... Posso desenvolver minhas habilidades de luta somente com observação, isso explica aquela surra que eu dei nos três garotos naquele dia, no dia anterior eu tinha passado muito tempo jogando jogos de ação, como consequência aquilo aconteceu, acho que isso também é uma característica do meu poder, sempre tive um bom aprendizado somente com observação, mas com duas vezes mais concentração, raciocínio, absorção, entre outras coisas eu consigo aprender rapidamente. Mas nesse exato momento para atrapalhar meu treino e meus pensamentos surge Zack do meu lado, desesperado, mas ao mesmo tempo com uma voz gentil.
- Hazel! Hazel! Ovan saiu do nada, perguntei para onde ele ia, ele somente respondeu “Completar uma missão”! Levou uma maleta com ele e partiu correndo!
- Não pode ser! Aquele idiota! Eu acho que sei para onde ele foi! Você vai ter de vir comigo!
- Não posso, Vincent me disse para permanecer aqui enquanto ele não voltar.
- Ovan pode morrer se não formos! Enquanto ele não estiver eu serei o líder – O que eu estou fazendo, aaahhh! Não gosto de responsabilidades! – então venha junto comigo!
- Está bem, eu acho...
Seguro a mão do garoto e saio pela porta, na pressa acabo por fecha-la com força. Corro incansavelmente pela rua, passando entre becos sob o raiar do sol alaranjado, a leve brisa do momento que carregava algumas folhas de jornal pelo ar não combinava com a situação, tenho certeza de que Ovan foi atrás daquele homem, por sorte o local onde ele se encontra é fácil de ser achado. Em cerca de vinte minutos eu e Zack chegamos ao local, a praça estava completamente destruído, com terra e grama espalhada por todo o calçamento e uma fonte que ficava no centro do local estava em decadência com água jorrando para todos os lados, chegava a dar impressão que estava chovendo, logo à frente estava Ovan segurando a maleta de ferro estranha e o estranho homem se encarando.
- Parece que nos encontramos novamente jovem estudante! Hahaha!
- Grr! Você está fazendo isso tudo só para chamar minha atenção e me encontrar, não é mesmo?
- Não preciso responder essa pergunta se você já tem a resposta, mas de fato não é só por isso. O mundo precisa conhecer o meu poder! Organizações tentaram me recrutar, imagine só, lógico que trabalho melhor sozinho!
- E qual seu objetivo ao mostrar seu poder?
Fala Ovan encarando o homem seriamente, é perceptível um pouco de suor caindo de sua testa, suas mãos tremem um pouco.
- Quero me tornar forte, encontrar desafios! Quero me tornar deus! SER ABSOLUTO!
- Você não passa de um assassino.
- Oh, ainda guarda ressentimentos do passado?
- Não dou a mínima para você, somente quero que pare de atacar gente inocente.
- Não. Você não está em condições de negociar, você é idiota por acaso?
- De forma alguma, te conheço muito bem, já que você era o mais próximo de meu bisavô antes de ficar obcecado pelo poder, e isso é tudo o que você deseja, então automaticamente é possível deduzir o que tem na maleta, certamente vai vir a calhar agora. Você não já é forte o suficiente com seus próprios poderes?
- O que você tem aí é uma pedra que lhe proporcionará uma habilidade sobre-humana, mas não é qualquer pedra. Avalio as habilidades em classes, certamente a que eu possuo é SS. Classificaria a que você tem na maleta no mesmo nível. É uma pedra muito almejada, quando seu bisavô a descobriu ele achou ela um pouco estranha. Ele não sabia o que era, sem toca-la colocou-a dentro dessa maleta, pois ficou com medo de qualquer coisa que fosse acontecer caso ele encostasse a mão no objeto, ele tinha de analisar antes. Em todo caso se eu conseguir ter ambos os poderes serei invencível!
- Sim, lembro bem. Por causa dessa ambição você matou minha família e amigos.
- Bem, era pra eu ter te matado também, mas você sempre escapa. Assim fica chato.
- Fica chato mesmo. Acho que vou ter que dar um jeito em você de alguma maneira antes que você me extermine. Meu plano B é usar o que está na maleta.
- Uh? Plano “B”?E o plano “A”?
Ovan dá um leve sorriso de lado.
- Está sendo posto em prática, enfim, só precisava ganhar tempo mesmo, até mais!
O garoto sai correndo da direção contrária do homem.
- Hahaha! Fugir é seu plano?
O homem corre atrás de Ovan que deixa cair algumas bombas no chão, logo o homem de cabelos negros hesita em segui-lo, no entanto ao explodirem se mostram completamente inofensivas, com o barulho do estouro mais fraco que um estalar de dedos.
- Está brincando comigo?
- Agora! Hazel! Zack! Ataquem!
Hã? Como assim eu e Zack fazemos parte do plano dele? Ele deduziu que viríamos atrás dele? Enfim, já que não temos muita opção...
- Zack somente me siga, eu atacarei e você ataca em seguida!
Zack acena a cabeça como quem entendeu, ambos saímos de onde estávamos escondidos surpreendendo o homem, tento acertar um soco, mas com somente uma mão estendida ele me arremessa sem ao menos me tocar, me jogando contra Zack e acabando com o plano que havia sido armado, no entanto nesse mesmo instante Ovan o acerta com uma joelhada nas costas o fazendo cair no chão, logicamente usou a mim e Zack como distração.
- Seu desgraçado! Como ousa me humilhar dessa forma!! Não acontecerá novamente, pode ter certeza!
De repente o local onde Ovan pisava começa a rachar, o mesmo pula rapidamente e se distancia do local. Logo o piso se quebra e forma um buraco de dois metros de profundidade, o concreto acaba virando areia e logo volta para o estado de concreto novamente. Não muito distante eu tentava arquitetar um plano junto de Zack.
- Então tentarei me aproximar dele e me usarei como uma distração, você consegue criar armas de fogo com seu corpo ou somente armas brancas?
O poder de Zack é baseado na transformação de partes do corpo em algum tipo de arma ou utensílio, certamente vem a calhar.
- Consigo, mas é errado machucar pessoas, não posso fazer isso. Eu posso acabar matando aquele moço.
- Se não fizer Ovan vai correr risco de vida! Você vai machucar alguém, eu sei, mas é pelo bem de outro, de um companheiro!
 - Isso não seria egoísmo? Dar importância somente às pessoas próximas? Mesmo ele sendo mau, ainda é uma vida, certo?
- Acho que sim... Então não podemos deixar nenhum dos dois se ferirem! Não mire nos pontos vitais daquele cara!
- Isso aí!
Zack transforma sua mão em um revólver simples, sem gatilho.
- Mire no calcanhar, assim ele não vai se mover e poderemos fugir! Rápido antes que ele consiga atacar o Ovan!
Ouve-se o barulho de tiro, nada acontece, ao horizonte é possível ver uma ave caindo.
- Zack...
- Sim, Hazel.
- Sua mira é péssima...
- Eu sei!
- Então porque não disse?!!!
- Ora, você não perguntou.
- Aahh! Estamos ficando sem opções!
- Espera, você é bom de mira?
- Filho, você está falando com o mestre dos FPS, se não for muito diferente dos jogos eu consigo dar um tiro certeiro, só me conseguir uma arma.
- Certo!
Rapidamente Zack pula em minha direção ao mesmo tempo em que se transforma naquela mesma pistola simples que havia moldado em sua mão.
- Nossa! Sugoooooi!! Um poder a “la Soul Eater”! Mas não tinha uma arma melhor não?
- Não conheço outras armas de fogo, foi mal.
- Sem problemas, só preciso de um pente de balas dessa arma aqui!
Miro cuidadosamente o tendão do pé do homem que perseguia Ovan, acertando em cheio e o fazendo cair...
- Maldito! Esqueci-me de vocês, escória! Mas não tem problemas, não vai acontecer de novo!
Quase que instantaneamente o ferimento se regenera, defiro outros três tiros, mas viram poeira (literalmente) antes mesmo de chegar perto do inimigo.
- Não entendem que a única opção que vocês têm é desistir?
O homem começa a correr em minha direção rapidamente, Ovan tenta para-lo, mas antes mesmo de chegar perto o homem o arremessa longe com algum tipo de repulsão, sem nem mesmo me dar conta ele já estava próximo de mim...
- Zack, preciso de uma espada!
Uma boca de repente surgia da arma que eu carregava em mãos.
- Não sei como é uma ao certo, vou formar uma barra de ferro!
- Vai servir.
Rapidamente a arma se molda novamente formando a tal barra de ferro, o inimigo estava a cerca de um metro de mim, dou um forte golpe visando acerta-lo, no entanto o mesmo defende e com uma das mãos materializa uma lança do nada e defere um forte golpe, defendo com sucesso, no entanto foi um impacto poderoso, a barra de ferro vibrou bastante, quase que eu a solto. Ovan de longe arremessa algumas pedras contra o oponente, no entanto elas se desintegram antes de acertar o homem, ele ataca novamente, mais um ataque poderoso que me faz soltar uma das mãos da barra de ferro. Giro rapidamente o objeto e o ataco, mas rapidamente forma-se um escudo no local a ser atacado e desaparece novamente.
- O que é... O que é você!
- Meu poder... Posso controlar tudo o que acontece em até 2m de distância de mim, tudo o que eu imaginar, inclusive a organização dos átomos, que de fato posso transformar livremente alterando a organização dos prótons, nêutrons e elétrons, como também a velocidade dos mesmos, podendo gerar até mesmo fogo com a rápida fricção de diversos átomos.
No mesmo momento em que ele falava uma descarga elétrica poderosa me atinge me arremessando longe...
- Ah, posso organizar os elétrons para produzir uma corrente elétrica também, esqueci de falar, hahaha!
Droga! Nesse momento não consigo me mexer, muito menos levantar, o homem se aproxima cada vez mais com a ponta da sua arma branca mirada em meu pescoço, minha visão está ficando um pouco embassada...
- Adeus quem quer que você seja. Meu único interesse é pela pedra.
- Não tão rápido!
Ovan desesperadamente corre em direção ao homem que novamente o arremessa longe, acho que manipulando o ar, novamente aquela pessoa focava sua lança em mim, alguns músculos conseguem se mover e no momento em que ele ataca seguro a arma com minha mão, evitando que ela me atinja, ou pelo menos deveria, meu braço fraqueja, tento desviar do ataque, então ele consegue perfurar somente meu braço, prendendo-me ao chão, sangue jorrava de meu membro, meu corpo todo doía, não muito distante vejo Ovan levantando desesperadamente.
- HAZEL!!!!!!
Ovan corre novamente em direção ao homem, só que dessa vez abre a maleta, por dentro ela tinha detalhes de couro e um lugar especial já com o formato da pedra. Aparentemente havia uma senha de cofre escondida na alça, após a ativação do código correto ele segura a pedra com força nas mãos e logo após ela perder seu brilho ele a joga fora junto da maleta.
- Isso! Estava esperando o momento em que você abrisse a maleta! Sabe, mesmo em seu corpo ainda é possível para eu obter esse poder!
- Seu maior erro foi ter me dado sequer uma chance de poder ter esse poder, antes você podia ter me matado, mas agora creio que o jogo tenha virado!
Ovan aproveita o impulso da corrida e ataca o homem com um soco, no entanto, sem sucesso, após isso o inimigo o chuta no estômago e o arremessa contra o chão.
- Enfim, vamos dar um fim nisso para então eu dissecar seu corpo e retirar o poder dele!
O homem crava a lança na cabeça de Ovan que arregala seus olhos, estende sua mão na direção do oponente e morre, ou pelo menos deveria. O homem vira-se para mim novamente, nesse exato momento Ovan abre os olhos, ele não morreu! Seu corpo é envolto de uma camada totalmente negra, representando total ausência de luz, suas pupilas sumiram dando lugar a um olhar vazio e branco e sua roupa é transformada em sombras junto ao seu corpo que logo afunda no chão, como quem afunda em areia movediça. O homem vem novamente em minha direção, parece que ele não percebeu o que o garoto atrás dele fez.
- Vamos dar um fim nisso de uma vez garoto!
O inimigo recua sua lança e a empurra rapidamente, nesse momento Ovan emerge do chão da mesma forma de como afundou, só que mais rapidamente e para o golpe com sua mão, o homem larga a lança e materializa uma espada medieval com uma das mãos e ataca o garoto que para a lâmina com uma das mãos.
- Como sente o poder fluindo? Agora lutarei mais a sério!
O homem materializa um grande leque utilizando e manipulando as moléculas presentes no ar em sua volta, lança uma forte rajada de vento e antes que esse vento saia de uma área de dois metros o mesmo é convertido em várias lâminas que são arremessadas contra Ovan e eu, Zack em forma de arma se mantinha seguro durante a batalha, Ovan defende com um dos braços, mas acidentalmente acaba materializando uma membrana semi côncava utilizando a matéria escura envolta de seu corpo bloqueando as armas arremessadas, logo após cria um espiral em volta do braço formando algo semelhante a uma broca e ataca o oponente que materializa um escudo de ferro que é facilmente entortado com o golpe e arremessando o homem longe.
- Argh! Foi um certo erro eu ter permitido você usar a pedra. Vamos acabar de uma vez!
O homem utiliza o leque para mandar outra rajada de vento e materializa as moléculas presentes no ar em lâminas de diamante que são bloqueadas facilmente por Ovan, o garoto coloca uma das pernas recuadas e a outra dobrada formando um ângulo de 90º, em questão de segundos Ovan se move rapidamente formando um buraco no chão e com a sua arma semelhante a uma broca ataca o homem que materializa uma parede de diamante que é levemente rachada com o impacto. Após isso um helicóptero surge no céu, era a rede de televisão, ela ia noticiar a confusão na praça.
- Grr! Vejo que terei que realmente usar o total de meu poder, foi um bom teste Ovan.
Várias esferas metálicas de 20 cm de diâmetro são formadas ao redor do homem que as arremessa quase que na velocidade de um tiro de arma de fogo, Ovan as defende rapidamente, aproxima-se rapidamente do inimigo e ataca em uma sequência de golpes com sua arma criada em seu braço. O que impressiona é a velocidade com que ele move aquilo, como se fosse uma leve caneta, ainda assim o homem consegue materializar várias placas de aço no ar, defendendo assim todos os ataques deferidos. Logo após o inimigo faz um revestimento de diamante em seu braço com 50 cm de espessura, que com a ajuda de seu poder ganha total mobilidade, independente do peso ou rigidez, colidindo assim com a arma que Ovan havia formado em seu braço causando um alto barulho de colisão. Antes que seja arremessado o homem cria uma parede do mesmo material de seu braço atrás de suas costas.
- Isso! Quando eu tiver esses dois poderes combinados... Serei um deus!
Levanto-me devagar ainda um pouco fraco, Zack retorna para a sua forma humana. Não havia nada em que eu pudesse ajudar, a não ser torcer para tudo acabar bem. Nesse momento uma sombra de uma pessoa surgia atrás de mim, olho para trás... Era Vincent!
- Parece que tiveram problemas por aqui, irei acabar isso logo, não se preocupe.
Ele saca uma enorme foice, com o cabo de 2 m de comprimento e a lâmina de 1,60 m. O homem avista Vincent, um pouco de suor desce em seu rosto.
- Você... Você é aquele maldito homem de que muitos falam. Vincent, certo?
- Sim. Por educação devo perguntar-lhe o seu nome também.
- Salazar, é um prazer conhece-lo, mas essa é uma batalha que não posso vencer, até mais.
O homem materializa fortes molas em seus pés que o arremessa em cima de um prédio e grita.
- Concluí minhas teses por hoje! Até outro dia!

Ovan volta ao normal e desmaia. Naquele mesmo dia voltamos para a base da organização e tomamos chocolate quente com marshmallows, foi uma noite bem animada. Ovan retornou ao seu estado normal, ainda misterioso, calado e calmo.


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savitaravatar
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em Qua Set 06, 2017 11:25 pm
Eu ia dormir, mas ai vi que precisava arrumar esses posts e vi q estava postando mais capítulos e fiquei para ler. Já tinha lido alguns a um tempo(afinal criei a Shizune) e curti MT o chapters (li td) parabéns.


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marshadow2007avatar
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em Ter Set 12, 2017 9:20 pm
CHOCOLATE E MARSHMALLOWS! AW!

Muito bom. Gostei da caracterização do poder e ações do meu personagem. Tá de parabains.
Saudades de ler esse estilo de "escrever muita coisa de uma só vez num curto período de tempo" característico de Pony, em ações rápidas que, como disse no skype talvez pela décima quinta vez, faz o leitor forçar a imaginar a cena, deixando-a mais épica. SUPER!

Aw!


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